BRASIL

Abaixo-assinado pela cassação de Nikolas passa de 100 mil assinaturas

Um abaixo-assinado que pede a cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ultrapassou a marca de 100 mil assinaturas nesta terça-feira (13) e intensificou a disputa política em torno da atuação do parlamentar nas redes sociais.

A petição é liderada pelo ex-presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, e pelo deputado federal Ivan Valente (PSol-SP), que também protocolaram representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas Ferreira.

O documento sustenta que o deputado ultrapassou os limites da imunidade parlamentar ao publicar uma montagem gerada por inteligência artificial que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo preso por militares dos Estados Unidos. A imagem foi divulgada após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em operação autorizada pela Casa Branca, e sugere que o chefe do Executivo brasileiro poderia ter destino semelhante.

Segundo os organizadores, a publicação configuraria apologia ao crime e estímulo à intervenção estrangeira no Brasil, e deveria ser objeto de investigação pelo Ministério Público, com possíveis punições que vão desde a perda do mandato até sanções penais.

Além do abaixo-assinado, a mobilização inclui representações formais apresentadas à PGR, e a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) ampliou a ação incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sob a alegação de apologia a golpe de Estado.

A publicação de Nikolas Ferreira alcançou mais de 7 milhões de visualizações, de acordo com relatos da imprensa, e gerou forte repercussão política. Em meio às críticas, o parlamentar minimizou o episódio, afirmando que se tratava de “um meme” e negando a intenção de defender a captura do presidente brasileiro, embora tenha admitido em declarações que responsabilizações poderiam ocorrer “até por intervenção externa”.

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