Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos iniciaram uma greve nesta quinta-feira (5) em Florianópolis, após mudanças estruturais que incluem o fechamento de uma unidade considerada estratégica na capital catarinense. A paralisação, somada à redução no número de agências em funcionamento, pode provocar atrasos na entrega de encomendas e correspondências para moradores da cidade.
O movimento começou após o encerramento das atividades do Centro de Distribuição localizado no bairro Santa Mônica, na região central da capital. Com a mudança, parte do volume de entregas foi redistribuída para outras unidades da cidade, que agora também aderiram à greve.
Antes das alterações recentes, Florianópolis contava com cinco agências da estatal. Com o fechamento da unidade e a paralisação dos funcionários, apenas duas devem permanecer em funcionamento por tempo indeterminado: uma localizada no Sul da Ilha e outra no bairro Estreito, na parte continental da cidade.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina, cerca de 70% da população da capital pode ser impactada pela greve, principalmente moradores das regiões Central e Norte da Ilha.
O Centro de Distribuição do bairro Santa Mônica atendia aproximadamente 100 mil pessoas e concentrava parte significativa da logística de correspondências e encomendas na cidade.
Segundo o sindicato, com o fechamento da unidade no fim de fevereiro, o fluxo de entregas passou a ser direcionado para agências localizadas no Centro e no bairro Ingleses, o que teria gerado sobrecarga nas equipes de trabalho.
A entidade sindical afirma ainda que a decisão de encerrar as atividades do centro de distribuição foi tomada sem diálogo prévio com os trabalhadores e que já existe déficit de funcionários e acúmulo de correspondências nas unidades que permanecem abertas.
Os trabalhadores programaram uma manifestação pelas ruas da capital catarinense, com concentração nas proximidades da Praça XV de Novembro.
Nos últimos anos, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos tem enfrentado debates sobre reestruturação administrativa, dificuldades financeiras e discussões relacionadas à privatização da estatal, além de críticas de trabalhadores e usuários sobre a redução de unidades e a falta de pessoal em diferentes regiões do país.
Com informações do MIX





