BRASIL

Greve é anunciada no Sul e pode paralisar todo o Brasil nos próximos dias

A possibilidade de uma greve de caminhoneiros voltou a ganhar força no Brasil e pode afetar o transporte de cargas em diversas regiões nos próximos dias. A mobilização tem início principalmente em estados do Sul e pode se expandir para outras partes do país.

Segundo lideranças da categoria, a paralisação já foi discutida em assembleias e pode contar com a adesão de motoristas autônomos e profissionais ligados a transportadoras. O principal motivo apontado é o aumento recente no preço do óleo diesel, que elevou os custos operacionais.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, afirmou que a greve já foi deliberada pela categoria e que há articulação nacional para ampliar o movimento.

A Polícia Rodoviária Federal informou que, até a manhã desta quarta-feira (18), não havia registros de bloqueios em rodovias federais de Santa Catarina, mas destacou que segue monitorando possíveis manifestações.

Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística e a própria Abrava orientaram os caminhoneiros a evitarem o bloqueio de rodovias, recomendando que, em caso de paralisação, permaneçam em postos ou em casa para evitar penalidades.

Entre as principais reivindicações da categoria está o cumprimento do piso mínimo do frete, além da redução do impacto causado pela alta do diesel. Representantes afirmam que algumas empresas não estariam respeitando a tabela, transferindo custos adicionais aos motoristas.

O aumento do combustível está relacionado à valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões no Oriente Médio, incluindo o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, que afetou o fluxo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Diante do cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar conter a paralisação, como o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela de frete e a isenção de tributos federais, incluindo PIS e Cofins, sobre o diesel.

Até o momento, lideranças de estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e o Distrito Federal já manifestaram apoio ao movimento. A definição sobre uma paralisação nacional deve ocorrer após uma assembleia da categoria prevista para esta semana.

Com informações do MIX

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