Novas imagens que circulam nas redes sociais mostram, por diferentes ângulos, o momento exato do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, que ligava os estados do Tocantins e Maranhão.
Nos registros, é possível observar que o tráfego seguia normalmente segundos antes do colapso. De forma repentina, o vão central da estrutura cede, fazendo com que caminhões e uma motocicleta despencassem no Rio Tocantins.
Newly released footage provides a clearer view of the collapse of the Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK) Bridge on December 22, 2024, offering critical insight into one of Brazil’s deadliest recent infrastructure disasters.#Brazil #BR226 #BridgeCollapse #TocantinsRiver pic.twitter.com/zJUKnE1uC9
— The Premium 24 (@ThePremium_24) March 20, 2026
O desabamento ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024, por volta das 14h50, entre os municípios de Aguiarnópolis e Estreito. Na ocasião, parte da ponte cedeu e diversos veículos foram arrastados para o rio.
De acordo com os dados do acidente, três motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram com a estrutura. Dois dos caminhões transportavam cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros levavam aproximadamente 22 mil litros de defensivos agrícolas.
A tragédia deixou 14 mortos, três pessoas desaparecidas e um ferido. Antes do colapso, moradores já relatavam problemas estruturais na ponte, construída na década de 1960 e que passou por sua última grande reforma entre 1998 e 2000.
Um laudo da Polícia Federal apontou que a causa do desabamento foi a deformação do vão central, agravada pelo excesso de peso dos veículos.
Após o acidente, o restante da estrutura foi implodido em fevereiro de 2025. Uma nova ponte foi construída no mesmo trecho da BR-226 e inaugurada em dezembro de 2025.
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que as questões relacionadas às indenizações às vítimas seguem em tramitação na Justiça. Segundo o órgão, há diversas ações judiciais em andamento, envolvendo pedidos de danos materiais, morais, lucros cessantes e possíveis impactos ambientais.
O DNIT destacou ainda que estão em curso tratativas junto à Justiça Federal para a realização de mutirões e possíveis acordos, com o objetivo de acelerar as respostas às famílias atingidas. Até o momento, não há previsão para o pagamento das indenizações, que dependem do andamento dos processos judiciais.
As informações são do Bnews





