O delegado da Polícia Federal, Erick Ferreira Blatt, flagrado tentando sair de um supermercado sem efetuar o pagamento de um produto na última quarta-feira (8), já esteve à frente de uma investigação que concluiu pela ausência de indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em janeiro de 2020, Blatt conduziu apuração sobre negociações imobiliárias atribuídas ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. À época, o delegado entendeu que não havia elementos que configurassem crime de lavagem de dinheiro. Após a conclusão, Flávio Bolsonaro elogiou o trabalho da Polícia Federal, mas afirmou não ter relação com o responsável pelo inquérito.
Posteriormente, a ligação entre o senador e o delegado veio a público, embora nenhuma das partes tenha comentado o tema naquele momento. Ainda em 2020, o nome de Blatt também apareceu em uma representação interna de associados por ter contratado sua então namorada para fornecer cestas de café da manhã a integrantes da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O contrato somou R$ 34,2 mil entre julho e outubro daquele ano.
Na ocasião, a defesa do delegado argumentou que a mulher não poderia ser considerada sua companheira formal, pois ainda estava em processo de divórcio.
Atualmente lotado em Pernambuco, Blatt foi encaminhado para a região de Boa Viagem após o episódio no supermercado. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso por meio de portaria. Até o momento, a defesa do delegado não foi localizada para comentar o ocorrido.
Com informações do Bnews





