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Calcinha misteriosa vira motivo de barraco entre delegado e advogado em delegacia: ‘vagabundo’

Uma confusão envolvendo a presença de uma peça íntima dentro de uma sala da Polícia Civil resultou em bate-boca e denúncia formal na Corregedoria, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

O episódio ocorreu no último dia 9, na sede da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Um advogado criminalista que acompanhava um cliente relatou ter sido acusado por um delegado de deixar uma calcinha no interior da sala da autoridade policial.

Segundo o advogado, o delegado entrou no local exaltado e iniciou a discussão com ofensas. Ele afirma que foi chamado de “vagabundo” e “imbecil”, além de ter sido responsabilizado pela presença da peça íntima. O profissional nega qualquer envolvimento e disse que, ao verificar o ambiente, encontrou o objeto atrás da porta.

Ainda conforme o relato, o advogado solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança para esclarecer o ocorrido, mas não teve o pedido atendido no momento.

A situação foi parcialmente esclarecida quando uma mulher compareceu à delegacia e assumiu ser a dona da peça. Identificada como garota de programa, ela também era alvo de mandados relacionados à mesma operação. De acordo com informações preliminares, a calcinha estaria dentro de um veículo apreendido e pode ter sido levada até a sala por engano, possivelmente presa a algum objeto recolhido.

Um policial que participou da ação confirmou ter entrado na sala após recolher itens do carro, reforçando a hipótese de que a peça foi transportada acidentalmente.

Mesmo após a explicação, o advogado afirma que não houve retratação por parte do delegado e decidiu registrar denúncia na Corregedoria da Polícia Civil.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que instaurou apuração preliminar sobre o caso e requisitou as imagens do sistema de monitoramento da unidade. Segundo o órgão, eventuais irregularidades serão analisadas e tratadas conforme a legislação vigente.

Com informações do Bnews

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