Superbactéria pode estar ligada a resíduos hospitalares
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo agora trabalham no sequenciamento genômico das amostras para entender os mecanismos de resistência e verificar possível relação com cepas associadas a um surto ocorrido em abril na UTI neonatal do Hospital Fêmina.
A principal hipótese levantada pela equipe é de que resíduos hospitalares estejam sendo descartados de forma inadequada na rede de esgoto, contribuindo para a disseminação da bactéria no ambiente aquático.
A investigação também busca compreender a conexão genética entre as amostras ambientais e casos clínicos, o que pode indicar circulação contínua da bactéria entre ambiente urbano e unidades de saúde.
Bactéria é comum no ambiente, mas perigosa em hospitais
Presente naturalmente em solo e água, a Acinetobacter baumannii raramente causa problemas em pessoas saudáveis. No entanto, em ambientes hospitalares, pode provocar infecções graves no sangue, pulmões, trato urinário e feridas, especialmente em pacientes com imunidade comprometida ou em uso de dispositivos médicos.
A bactéria ganhou destaque global a partir da década de 1990, quando passou a ser associada a infecções hospitalares resistentes. Ela integra o grupo de microrganismos com maior prioridade para desenvolvimento de novos antibióticos, segundo a OMS.
Especialistas alertam que a facilidade de sobrevivência da bactéria em superfícies secas e sua capacidade de adquirir genes de resistência tornam o controle da sua disseminação um desafio crescente para a saúde pública.
Embora também possa ter aplicações benéficas em contextos específicos da agricultura, como no aumento da produtividade da cana-de-açúcar, sua presença em ambientes urbanos e hospitalares é tratada como potencial risco sanitário de alta relevância.Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificaram a presença da bactéria Acinetobacter baumannii em amostras de água coletadas em diferentes pontos de Porto Alegre. O microrganismo é considerado uma das maiores ameaças globais à saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à alta resistência a antibióticos.
O estudo detectou a bactéria na praia do Lami, na praia de Ipanema e em dois trechos do Lago Guaíba, incluindo áreas próximas ao arroio Dilúvio e à Estação de Bombeamento de Água Pluvial Menino Deus.
Segundo os pesquisadores, o caso mais preocupante foi registrado na região da estação de bombeamento, onde a bactéria apresentou resistência total a 14 antibióticos testados, incluindo medicamentos usados em tratamentos considerados de última linha, como imipenem e meropenem.
A principal hipótese investigada pela equipe é de que resíduos hospitalares descartados inadequadamente na rede de esgoto possam estar contribuindo para a disseminação da bactéria no ambiente aquático. Os pesquisadores também analisam possível ligação genética entre as amostras ambientais e um surto registrado em abril na UTI neonatal do Hospital Fêmina.
A Acinetobacter baumannii é encontrada naturalmente no solo e na água, mas pode causar infecções graves em ambientes hospitalares, especialmente em pacientes com baixa imunidade. Entre os principais riscos estão infecções no sangue, pulmões, trato urinário e feridas cirúrgicas.
Especialistas alertam que a capacidade da bactéria de sobreviver em superfícies e adquirir resistência a medicamentos torna o controle da disseminação um desafio crescente para a saúde pública.
Com informações do Mix





