A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 14, uma operação contra a milícia de “Juninho Varão”, apontada como responsável por extorquir moradores e controlar a administração de um condomínio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Conforme informações divulgadas pela instituição, a investigação identificou nove integrantes da estrutura criminosa com envolvimento em cobranças ilegais, ameaças e intimidações.
Grupo conta com divisão de tarefas e prestação de contas à liderança
Ainda de acordo com a polícia, as investigações também revelaram que o grupo paramilitar controlado por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o “Juninho Varão”, mantinha um esquema organizado de arrecadação ilegal, com divisão de tarefas, fiscalização dos pagamentos e prestação de contas à liderança da milícia.
“Para impor as cobranças, os criminosos recorriam a ameaças de violência e de expulsão dos moradores de suas próprias residências, além de interferir diretamente na administração do condomínio. Dessa forma, a organização mantinha o controle sobre o complexo residencial e explorava economicamente os moradores”, detalhou a PCRJ.
Um dos criminosos identificados é apontado como homem de confiança de “Juninho Varão” e responsável pelo comando operacional das cobranças. Além dele, os agentes buscam localizar um dos principais executores das cobranças e intimidações contra moradores.
PM está entre os alvos da operação
Um policial militar, investigado por suposta influência na administração do condomínio e na estrutura de intimidação do grupo, está entre os alvos de busca e apreensão. Segundo a polícia, ele mantinha contato direto com integrantes do núcleo de comando e interferia na gestão do complexo residencial. Sua condição de agente público e o temor que provocava nos moradores seriam utilizados pela organização para pressionar o pagamento das cobranças ilegais.
Quem é ‘Juninho Varão’
Gilson Ingrácio de Souza Júnior, conhecido como Juninho Varão, é apontado pelas autoridades como o principal líder de uma organização paramilitar que atua na Baixada Fluminense, especialmente em Nova Iguaçu e Seropédica.
Conforme informações disponibilizadas pelo Canal Disque-Denúncia do RJ, ele comanda o grupo conhecido como “Bonde do Varão”. Anteriormente, integrou a milícia de Wellington da Silva Braga, o “Ecko”, mas após a morte do líder em 2021, passou a operar de forma independente.
Ainda segundo o canal, investigações do Ministério Público (MPRJ) indicam que sua organização chegou a movimentar cerca de R$ 10 milhões em apenas um ano.
Com informações do Bnews




