No despacho em que revogou a prisão domiciliar do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, argumentou que existem indícios de que Queiroz e a esposa, Márcia Aguiar,  “supostamente já articulavam e trabalhavam arduamente, em todas as frentes, para impedir a produção de provas e/ou realizar a adulteração/destruição destas”.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que traz ainda que, com base nos elementos dos autos, o ministro Fischer concluiu que a “única medida apropriada” para o caso era a de prisão preventiva. O despacho foi divulgado nesta quinta-feira (13).

Foto: Reprodução/SBT

Queiroz é investigado em um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete no estão deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Após análise das provas da investigação do caso, Fischer concluiu que Fabrício Queiroz teve sucesso na obstrução das investigações porque apenas uma pessoa alvo de movimentações financeiras suspeitas acabou prestando depoimento aos investigadores, ressalta a reportagem.

“Há diversos relatos sobre adulteração de folhas de ponto de servidores que estariam em atuação irregular na Alerj. As manobras acima transcritas, para impedir a própria localização/rastreamento pela polícia, saltam aos olhos”, escreveu.

Ainda conforme a reportagem, o ministro do STJ ainda acrescenta que existem indícios nos autos da existência de uma “verdadeira organização criminosa”. “São inúmeros os trechos que, em tese, identificam uma verdadeira organização, com divisão de tarefas e até mesmo certa estrutura hierárquica (os pacientes obedeciam a diretrizes de pessoa indigitada de ‘ANJO’, um ‘superior hierárquico’)”, escreveu.