O homem que sofreu tentativa de homicídio a mando da esposa, após a mulher descobrir que ele estava um relacionamento incestuoso com a própria filha, mantinha o casamento para acobertar a relação. A informação foi revelada pelo delegado Daniel Aragão Mota, da Delegacia Regional de Canindé, nesta quinta-feira (30/9).

Maria Aparecida Barroso (foto principal), de 36 anos, foi presa por suspeita de encomendar o homicídio do marido Jaelson Oliveira, de 39 anos, na segunda-feira (27/9). A mulher teria pago R$ 3 mil para dois homens executarem o crime. As informações são do portal G1.

Durante a ação, a filha de Jaelson, de 20 anos, foi baleada e perdeu a visão de um olho. O namorado da jovem, Antônio Herilson da Silva Lopes, de 26 anos, chegou a participar de uma relação sexual a três, com pai e filha, e é suspeito de ajudar Aparecida a premeditar o crime.

“Quando ela foi presa, a gente começou a perguntar os motivos que levaram a essa ação. Ela disse que realmente ela sofria violência psicológica e violência física”, apontou o delegado.

Conforme informou o policial, a mulher queria se separar, mas o marido não deixava. “Conversando com ela, a gente notou que ele queria manter à força essa relação, justamente para acobertar o relacionamento que tinha com a filha”, disse Daniel Aragão.

Na quarta-feira (29/9), em depoimento à polícia no Instituto Doutar José Frota, em Fortaleza, Jaelson confirmou a relação incestuosa, que já dura há 1 ano e 8 meses, com a filha. Ambos reconheceram a veracidade da informação e alegam ter sido uma paixão mútua.

A filha de Jaelson foi ouvida pela Polícia Civil na Delegacia de Canindé para a apuração sobre o possível estupro durante a infância. A jovem, porém, relatou que era apaixonada pelo próprio pai e que o relacionamento só teve início após ela completar a maioridade.

“Ele não era reconhecido como pai até os 10 anos dela. Ele fez o DNA, confirmou a paternidade e, com 12 anos, ela foi morar com ele. Por volta dos 18 anos, começou esse relacionamento amoroso com a filha”, continuou o delegado.

De acordo com Aragão, a corporação investiga se houve o crime de estupro de vulnerável, mas a hipótese não se confirmou.

“Pelo menos com o que foi dito por eles. É difícil de ter testemunha, como é um crime entre quatro paredes. Então, nenhum dos dois confirmou”, explica o titular da delegacia regional de Canindé.

Envolvimento do namorado

Conforme explicou o delegado, o namorado da jovem aceitou o relacionamento sexual a três, sem ter ciência de que a terceira pessoa seria o sogro.

“Segundo eles, a relação a três foi apenas em um episódio. A filha convidou o Herilson para fazer uma relação a três. O Herilson afirma que não sabia que o segundo homem seria o pai dela”, narrou o delegado.

De acordo com testemunho do rapaz, o quarto estava escuro. Depois de a relação ter acontecido, quando saíram do quarto, ele viu que era o pai. “Foi aí que ele se revoltou, foi até a Aparecida e contou todos os fatos”, relata o policial.

Em depoimento, Aparecida informou que já sofria violência física e psicológica por parte de Jaelson. A acusada alega que a descoberta do incesto foi o estopim para o planejamento do crime contra o companheiro. A mulher também afirmou que não recorreu a delegacia para dar depoimento e informar das agressões porque era ameaçada constantemente pelo homem.

Entenda o caso

Maria Aparecida Barroso, de 36 anos, pagou R$ 3 mil a duas pessoas para que matassem Jaelson Oliveira, de 39 anos, após a descoberta do trisal incestuoso. O namorado da jovem teria sido responsável por contar da relação para a esposa do sogro e ajudar na contratação dos executores do crime.

Jaelson e sua filha foram baleados na porta de casa e encaminhados para uma unidade básica de saúde da região.

Fonte: Metrópoles