O prefeito estava presente na reabertura da Câmara de Vereadores para os trabalhos legislativos deste ano.

O prefeito Dudy falou e ouviu o que quis e o que não quis. Quando qualquer vereador afirma que sua eleição para a vereança não dependeu e que não precisa de nenhum chefe político (Luiz Carlos; Antonio Colonnezi; prefeito) para se eleger, ele está sendo correto e verdadeiro.

Chefe político em Ipirá não elege vereador, muito pelo contrário, o vereador é quem é o principal protagonista, mobilizador e articulador da eleição do prefeito. Em outras palavras, o candidato a prefeito depende muito mais do trabalho do vereador do que o contrário.

O prefeito não pode e não tem moral para dizer que foi eleito sem o trabalho, apoio e que não dependeu de vereador. Não pode! O prefeito que não vê a força e o potencial do vereador com sua representação popular é um miolo-mole.

Evidente, que o vereador é o principal elemento do sistema oligárquico jacu e macaco, embora seu papel seja o de eterno subordinado aos chefes políticos, juntamente com o povo representado por ele, sendo colocado, sempre, numa posição secundária e subalterna, desde quando, jamais um vereador em Ipirá é cogitado para uma candidatura a prefeito (exceção foi Aníbal em condições especiais).

Esse sistema de politicagem (jacu e macaco) domina Ipirá há mais de meio século, tendo o comando de médicos, advogados e alguns empresários de uma família e de um pequeno grupo. Tem que pertencer à oligarquia.

E, até hoje, Ipirá não foi contemplada com uma administração municipal que tivesse o reconhecimento positivo, com o carimbo de ‘boa’ pela grande maioria da população, embora esses prefeitos (médicos / advogados) mantenham a fama de bons administradores. Só fama.

A administração pública no município de Ipirá, para dar certo, tem que ter a participação popular e tem que ser voltada para o atendimento das questões essenciais e aos anseios da nossa população, que vive em meio à precariedade.

O que os administradores do jacu e macaco apresentam à nossa população: um programa de governo ou uma transferência do dinheiro público para o setor privado, numa espécie de correia de transmissão vergonhosa?

Ipirá está mostrando a sua cara administrativa: um município que recebe mais de 120 milhões/ano tem que estender a cuia para as Emendas Parlamentares, porque os cofres públicos não possuem dinheiro para o calçamento de uma rua. Mas, não falta dinheiro para empresários da terceirização.

O que acontece é que essa gente que manda em Ipirá não tem um projeto para o município, mas possuem muita esperteza e artimanha administrativa na transferência do dinheiro público para o privado. Cada qual tem a mágica e a química necessária para fazer a repartição do bolo. Anote aí, isso levará o município de Ipirá à insolvência.

Uma grande contradição: o prefeito Dudy pede aos vereadores que consigam Emendas Parlamentares. O prefeito perdeu o poder de reivindicação junto ao governador e reconhece a força dos vereadores junto aos deputados?

Observem a ironia dos acontecimentos: mesmo assim, o vereador não serve para ser candidato a prefeito em nosso município, tem que ser advogado ou médico do grupo familiar e do grupinho.

Um fato concreto: tem dezesseis anos que chegou um laticínio, que foi instalado no Ipirazinho. Sem funcionamento até hoje. O prefeito Dudy festejou a chegada do diretor geral da ADAB, que fez uma visita técnica às instalações da usina. O ex-prefeito Marcelo Brandão deu um pinote e disse que foi ele quem conseguiu a empresa de leite que vai tocar a produção de queijo.

Funcionamento que é bom, até agora nada. Quem conseguiu esse laticínio, o atual ou o ex-prefeito? Nem um, nem outro.

Quem conseguiu esse laticínio foi o ipiraense LOURIVAL GUSMÃO (também conhecido por Louro ou Papagaio) que quando era delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no governo Lula, conseguiu esse benefício para o nosso município.

Por que eles não dizem a verdade? Porque essa verdade não é do interesse deles. O blefe e a mentira servem para a manutenção e reprodução do sistema jacu e macaco, que atola o nosso município.

Escrito por Agildo Barreto