Em uma sexta-feira de abril de 2021, o prefeito Dudy, acompanhado da então Secretária de Saúde, Miriam Caldas, anunciou com grande entusiasmo a aquisição de três leitos de UTI para o hospital municipal de Ipirá. O anúncio prometia ampliar significativamente a capacidade do município para tratar pacientes de alta complexidade, proporcionando um avanço crucial para a saúde local.

Na ocasião, o prefeito declarou com satisfação: “Estamos muito felizes com mais essa conquista para nosso município. Vamos continuar trabalhando para que a nossa saúde se torne referência na Bahia. Três anos depois, no entanto, a realidade revela-se bastante diferente das promessas feitas.


Apesar das expectativas geradas, os leitos de UTI nunca entraram em funcionamento, deixando a população de Ipirá aguardando ansiosamente por uma melhoria que nunca se concretizou. A cidade permanece totalmente dependente da regulação do estado para o tratamento de seus pacientes em estado grave, enquanto o atendimento de saúde local continua restrito a serviços básicos e algumas poucas cirurgias eletivas. Quando estas cirurgias ocorrem, são amplamente divulgadas pela prefeitura nas redes sociais com a legenda: “A saúde segue avançando”.

No entanto, essas postagens não conseguem mascarar a realidade da falta de uma infraestrutura adequada para atender casos de alta complexidade. A promessa de 2021, que trouxe esperança para muitos, acabou se revelando vazia, deixando a população desamparada e sem o suporte necessário nos momentos críticos.

A contínua dependência do estado para tratar pacientes graves sublinha a falha da administração municipal em cumprir suas promessas e fornecer um sistema de saúde eficiente e acessível. A ausência dos leitos de UTI representa um retrocesso significativo em relação às expectativas criadas.

Para que a saúde em Ipirá realmente avance, é imperativo que a administração municipal não apenas faça promessas, mas as cumpra. Investir em infraestrutura, equipar adequadamente os hospitais e garantir que as necessidades da população sejam atendidas deve ser uma prioridade. A saúde é um direito fundamental, e a população de Ipirá merece mais do que promessas vazias e ações de fachada.

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