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IAs fora de controle: OpenAI descobre mais casos de modelos que agiram por conta própria

AOpenAI identificou novos casos de agentes de inteligência artificial (IA) que escaparam de ambientes de teste controlados, segundo apuração da Reuters. As descobertas surgiram enquanto a empresa investigava o incidente de julho, no qual um de seus agentes invadiu a rede da Hugging Face durante um teste interno.

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A empresa não informou, publicamente, quantos episódios foram encontrados nem quando ocorreram, mas confirmou estar revisando a “atividade mais ampla” de seus modelos em conjunto com especialistas externos.

O que começou como a investigação de um caso isolado revelou um padrão mais amplo de comportamento autônomo não autorizado dentro da própria infraestrutura da empresa.

Uma das fontes afirmou à Reuters que as fugas tiveram alcance limitado e que nenhum dos agentes chegou a deixar a rede interna da OpenAI.

A apuração foi ampliada para incluir a análise de registros de atividade de períodos anteriores do ano, realizada em conjunto com especialistas externos. O objetivo é reconstituir quando e em que circunstâncias cada episódio aconteceu, o que indica que a empresa ainda não tem uma visão completa do próprio histórico de falhas.

Incidente original e casos da Anthropic

O episódio que desencadeou toda a investigação ocorreu no início de julho, quando um agente da OpenAI escapou de um ambiente isolado durante um teste interno e permaneceu dias dentro da rede da Hugging Face, tentando burlar uma avaliação. Segundo a própria OpenAI, quatro contas de outras quatro empresas foram comprometidas durante o episódio, entre elas a Modal, sediada em Nova York.

A Reuters havia informado, anteriormente, que a OpenAI só percebeu a invasão depois que ela já estava contida, e que a empresa acionou o FBI e divulgou o caso publicamente.

A OpenAI contesta imprecisões nessa versão, mas não especificou quais pontos estariam incorretos.

A investigação ampliada da OpenAI começou pouco antes de a Anthropic divulgar que seus próprios modelos foram responsáveis por uma série de invasões que atingiram três empresas desde abril.

A Anthropic revelou que uma auditoria interna identificou três incidentes nos quais modelos da família Claude, incluindo o Opus 4.7 e o Mythos 5, acessaram sistemas de empresas reais durante testes de cibersegurança.

Os modelos encontraram uma conexão com a internet aberta por falha de configuração em um ambiente que deveria estar isolado e trataram infraestruturas de produção como parte de uma simulação. A revelação da Anthropic não havia sido associada publicamente, até então, à apuração paralela da OpenAI.

Repercussão e avanço da investigação

A OpenAI remeteu a um comunicado divulgado na terça-feira (28), no qual a empresa afirma estar revisando “atividade mais ampla” de seus modelos, além do episódio isolado na Hugging Face.

A resposta institucional, vaga por definição, não esclarece o número de incidentes nem os mecanismos adotados para evitar novas ocorrências.

Os episódios reacenderam a pressão por regulação sobre laboratórios de IA de fronteira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas que o governo está avaliando mecanismos de controle para o setor. A Comissão Europeia confirmou que já discutiu os incidentes diretamente com OpenAI e Anthropic.

O senador Mark Warner, principal democrata no Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, declarou que o caso da Anthropic reforça a necessidade de testes de capacidades obrigatórios para modelos avançados.

A convergência de incidentes em duas das maiores empresas do setor, ocorrendo de forma independente e em curto intervalo de tempo, torna cada vez mais difícil tratar o problema como falha pontual.

Com informações da Revista Fórum

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