O primeiro estudo, feito na Universidade de Toronto, concluiu que as pessoas tendem a buscar parceiros amorosos com características semelhantes às suas. Nesse mesmo, foi descoberto que ex e atuais parceiros têm traços parecidos em suas personalidades. 

“Os resultados revelaram um grau significativo de semelhança de parceiro distintivo, sugerindo que pode realmente haver um tipo único de pessoa com o qual cada indivíduo termina”, afirmam Geoff MacDonald e Yoobin Park, criadores do estudo. 

Considerando a afirmação, a rede social, Meu Rubi, fez uma pesquisa com nove mil inscritos, entre homens e mulheres, para testar a semelhança de personalidades.

Quando questionados sobre os antigos e os mais atuais parceiros, 76% das pessoas afirmaram que há semelhança nas personalidades. A maioria também admitiu que, na hora de tornar a relação mais séria, leva em consideração se a outra pessoa tem gostos parecidos aos seus e 51% já terminou um relacionamento por terem ideias muito diferentes um do outro.

O resultado da pesquisa pode auxiliar não somente a prever quais pessoas têm chance de formar um casal, mas também se darão certo a longo prazo. Entretanto, MacDonald deixa claro que, apesar do estudo nos ajudar a entender por que alguns relacionamentos não vão muito bem, o principal componente de uma relação são as atitudes do casal. 

Parece meio óbvio que, se uma pessoa gosta de tal coisa, ela se dará melhor com outra pessoa que goste da mesma coisa, pois as duas terão gostos em comum, logo, combinarão melhor e as chances de acontecer conflitos são menores. 

Mas a outra pesquisa, feita na Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu que as pessoas também escolhem parceiros com características genéticas que determinam interesses em comum. Ou seja, através de traços determinados pelo DNA.

Esse “fenômeno” pode ser explicado como acasalamento preferencial, que no caso dos humanos, tendemos a nos relacionar com indivíduos que apresentem traços semelhantes aos nossos geneticamente. Entretanto, doenças ligadas aos genes também têm mais chances de serem passadas para as próximas gerações. 

É importante lembrar também que, a pesquisa diz respeito à maior parte dos indivíduos, mas não seu total. Muitas vezes, vemos casais que não se parecem nem um pouco e dão 100% certo, afinal, cada indivíduo é divergente ao outro. 

Mas, por hora, devemos concordar com a ciência e dizer que os semelhantes se atraem.