ECONOMIA

Financiamento para Construção em 2026: Caixa Cobre Até 80%

A Caixa Econômica Federal passou a oferecer, em 2026, novas condições para o financiamento de construção em terreno próprio, com possibilidade de cobertura de até 80% do custo total da obra. As regras atualizadas integram a retomada do crédito imobiliário e a reformulação de programas habitacionais federais, incluindo o Minha Casa, Minha Vida.

No modelo de financiamento para construção, os recursos não são liberados integralmente de uma só vez. O banco realiza repasses de forma parcelada, conforme o avanço da obra e após vistorias técnicas. O prazo máximo para pagamento pode chegar a 35 anos, totalizando até 420 meses. Os 20% restantes do valor da obra podem ser compostos pelo valor do terreno, que pode ser utilizado como entrada.

Segundo a Caixa, o financiamento permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização do saldo devedor ou pagamento de parte das prestações, desde que o beneficiário atenda às regras vigentes do fundo. A prestação mensal não pode ultrapassar 30% da renda familiar bruta.

O crédito atende diferentes faixas de renda. Famílias com renda mensal de até R$ 8 mil podem acessar o financiamento por meio do Minha Casa, Minha Vida, com juros subsidiados. Para rendas de até R$ 20 mil, há uma linha voltada à classe média, com limite de valor do imóvel de até R$ 2,25 milhões. Acima desse patamar, o financiamento é realizado pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com taxas definidas conforme o mercado.

Para solicitar o financiamento, é necessário apresentar projeto arquitetônico aprovado pela prefeitura, indicar um engenheiro ou arquiteto com registro no CREA ou CAU e entregar um cronograma físico-financeiro detalhando os custos e etapas da obra. Após análise técnica, jurídica e financeira, o contrato é assinado e a construção pode ser iniciada.

Entre as novidades para 2026, a Caixa passou a considerar critérios de sustentabilidade na análise dos projetos. Construções que incluam soluções como energia solar fotovoltaica, reaproveitamento de água da chuva e uso de materiais de menor impacto ambiental podem ter prioridade na avaliação do crédito, em consonância com diretrizes do Ministério das Cidades.

As novas condições reforçam o financiamento habitacional como alternativa para famílias que desejam construir o próprio imóvel, utilizando o terreno como parte do investimento inicial e contando com prazos mais longos para pagamento.

Com informações da Rede Brasil News

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