O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começou na segunda-feira (23) e segue até 29 de maio. Com o início do período, especialistas alertam para falhas comuns que podem levar contribuintes à malha fina da Receita Federal do Brasil.
Entre os principais problemas identificados estão inconsistências entre renda declarada e movimentação financeira, omissão de rendimentos e erros no preenchimento de dados. A Receita tem ampliado o cruzamento de informações com bancos, empresas e prestadores de serviço, aumentando a capacidade de identificar divergências.
A incompatibilidade entre ganhos informados e movimentações bancárias é um dos fatores mais recorrentes de retenção. A chamada confusão patrimonial, quando há mistura entre recursos pessoais e empresariais, também está entre os pontos de atenção.
A omissão de rendimentos segue como uma das falhas mais frequentes. Valores recebidos por meio de salários, aluguéis, aposentadorias, pensões e rendimentos de dependentes precisam ser informados corretamente, já que esses dados são reportados diretamente ao Fisco pelas fontes pagadoras.
As despesas médicas continuam liderando os casos de retenção. Segundo dados recentes, mais de 30% das declarações apresentam inconsistências nesse tipo de dedução, geralmente pela ausência de comprovantes. Neste ano, a fiscalização foi intensificada com o uso de sistemas que cruzam automaticamente recibos emitidos por profissionais de saúde com os valores declarados.
A declaração pré-preenchida, disponível para parte dos contribuintes, também exige atenção. Informações incorretas ou incompletas devem ser revisadas antes do envio para evitar pendências.
O envio da declaração é obrigatório para quem se enquadra nas regras estabelecidas pela Receita Federal. O contribuinte que perder o prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
Com informações do MIX





