O governo federal anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento do endividamento das famílias brasileiras.
De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os recursos não se referem a uma nova rodada ampla de saques, mas à liberação de valores que já deveriam ter sido disponibilizados a trabalhadores demitidos, especialmente aqueles que aderiram ao saque-aniversário e tiveram parte do saldo retido como garantia de empréstimos.
Segundo o ministro, a Caixa Econômica Federal manteve bloqueados valores superiores ao necessário para garantir os contratos, situação que agora deverá ser corrigida. A expectativa é de que os recursos sejam liberados diretamente aos trabalhadores afetados.
Marinho afirmou que a decisão foi tomada após o recebimento de reclamações sobre a não liberação integral dos valores previstos em medidas provisórias anteriores. Após análise, o ministério identificou que parte dos recursos permaneceu retida nas contas do FGTS.
Além da liberação imediata, o governo também estuda ampliar o uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados, com o objetivo de reduzir taxas de juros e aliviar o custo do crédito. A proposta inclui a possibilidade de utilização de parte do saldo do fundo e da multa rescisória como garantia adicional.
O ministro atribuiu o alto nível de endividamento das famílias principalmente às taxas elevadas de juros, mas também citou mudanças no padrão de consumo e novas despesas como fatores que pressionam o orçamento doméstico.
Com informações do DCM





