O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) mudanças no programa Gás do Povo com o objetivo de enfrentar a alta dos combustíveis e ampliar o alcance da iniciativa em todo o país.
Entre as principais medidas está o reajuste no preço de referência do botijão de gás, que influencia diretamente os valores repassados às distribuidoras e aos beneficiários. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, comandado por Bruno Moretti, o aumento pode chegar a até R$ 10 em alguns estados.
A estimativa do governo é de que a medida gere um impacto de cerca de R$ 300 milhões aos cofres públicos em 2026. O ajuste busca garantir o abastecimento e manter o interesse das distribuidoras no programa, além de incentivar a entrada de novos participantes.
O Gás do Povo atende famílias de baixa renda inscritas no Bolsa Família, com renda per capita de até meio salário mínimo, oferecendo auxílio para a recarga de botijões de 13 quilos.
Além do reajuste, o governo também anunciou o reforço na fiscalização das distribuidoras. As empresas que recebem subsídios deverão divulgar semanalmente suas margens de lucro, com o objetivo de aumentar a transparência e permitir maior controle sobre o repasse dos benefícios ao consumidor final.
A Agência Nacional do Petróleo poderá solicitar informações adicionais para verificar os cálculos apresentados pelas distribuidoras e assegurar a regularidade das operações.
As medidas fazem parte de uma estratégia para conter os impactos da alta dos combustíveis na inflação. O governo avalia que fatores externos, como tensões no mercado internacional de energia, têm pressionado os preços e exigido ações para reduzir os efeitos sobre a economia.
Com informações do MIX




