ECONOMIA

Pix será bloqueado? Entenda o que muda com novas regras

O sistema de pagamentos instantâneos Pix passou por mudanças recentes com a implementação de novas regras definidas pelo Banco Central do Brasil. As medidas tornam as transferências mais rigorosas, com impacto direto no uso cotidiano por clientes de instituições financeiras como Nubank, Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal.

Entre as principais alterações está a exigência de um padrão mínimo de segurança para todas as instituições participantes do sistema. Antes, cada banco adotava critérios próprios; agora, há regras unificadas que incluem novas camadas de verificação, inclusive para operações de menor valor.

Uma das mudanças afeta diretamente o uso em dispositivos não cadastrados. Conforme previsto na Instrução Normativa BCB nº 491/2024, transações realizadas em celulares novos passam a ter limite de R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia até que o aparelho seja validado pela instituição financeira.

Outra medida implementada é o bloqueio cautelar. Em casos de suspeita de fraude, os bancos podem reter valores transferidos por até 72 horas para análise antes da liberação ao destinatário.

O período noturno também mantém restrições. Entre 20h e 6h, o limite padrão de transferências para pessoas físicas permanece em R$ 1.000, como forma de reduzir crimes financeiros, especialmente em situações de coerção.

As mudanças incluem ainda a obrigatoriedade de ferramentas de contestação de fraudes diretamente nos aplicativos bancários, permitindo que usuários solicitem devolução de valores em casos de golpes ou erros. Além disso, foi ampliado o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para identificação de transações suspeitas.

As novas regras já estão em vigor e alteram a forma como o Pix é utilizado no dia a dia, com foco no reforço da segurança do sistema.

As informações são do A Tarde

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