O governo federal prepara uma nova medida voltada para brasileiros que possuem empréstimos ativos, mas seguem pagando as parcelas em dia mesmo enfrentando dificuldades financeiras. A proposta foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e deve ser apresentada oficialmente até o início de junho.
Segundo o ministro, a nova linha será direcionada principalmente aos trabalhadores informais, grupo que costuma enfrentar mais dificuldade para acessar crédito barato e acaba recorrendo a empréstimos com juros elevados.
A iniciativa funcionará como uma espécie de complemento ao Desenrola Brasil 2.0, programa criado pelo governo para renegociação de dívidas. Diferentemente da nova fase do Desenrola, porém, a proposta em estudo pretende beneficiar pessoas que continuam honrando seus compromissos financeiros, mas têm a renda comprometida por parcelas e juros altos.
Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Dario Durigan afirmou que trabalhadores informais sofrem com renda instável e acabam sendo os mais afetados pelas taxas elevadas cobradas no mercado de crédito.
O Desenrola 2.0 permitirá renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. O programa prevê descontos entre 30% e 90% para débitos atrasados entre 90 dias e dois anos, além de juros limitados a 1,99% ao mês.
Outra novidade anunciada pelo governo é a possibilidade de utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas à vista. Diferentemente da primeira edição do programa, a renegociação será feita diretamente com os bancos, sem necessidade de plataforma própria do governo.
A expectativa da equipe econômica é ampliar o acesso ao crédito com juros menores e reduzir o impacto do endividamento sobre o orçamento das famílias brasileiras.





