O governo brasileiro anunciou a projeção do reajuste do salário mínimo para R$ 1.717 a partir de 1º de janeiro de 2027. Essa estimativa faz parte do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), já enviado ao Congresso Nacional.
O novo valor representa um aumento de R$ 96 sobre o salário atual de R$ 1.621. A medida impacta milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas, cujas rendas estão atreladas a este valor.
A projeção considera uma alta prevista na inflação de 5,92%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a ser divulgado no final de 2026. O governo prevê ainda um crescimento real de 2,5% acima da inflação como parte de uma política de valorização do salário mínimo, que está em vigor desde 2023. Essa política busca preservar o poder de compra sem provocar grandes impactos fiscais.
Impactos econômicos e sociais
O aumento no salário mínimo influencia não apenas os salários, mas também os benefícios sociais e previdenciários que o governo federal administra. A alteração no piso salarial implica em aumento das despesas públicas, impactando diretamente o planejamento fiscal do governo.
Esse processo de reajuste ocorre em etapas. Inicialmente, a estimativa consta no PLDO, seguida de detalhamento no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e finaliza com um decreto oficial, após o cálculo do INPC pelo IBGE.
Novas regras
Desde 2023, a política de valorização do salário mínimo considera a inflação acumulada até novembro, além do crescimento real do PIB de dois anos anteriores. No entanto, o aumento real está limitado a 2,5% ao ano para evitar pressões nas contas públicas.
A expectativa para janeiro de 2027 é que o novo salário de R$ 1.717 entre em vigor, caso as previsões econômicas se mantenham constantes. O processo segue a mesma metodologia adotada para o reajuste de 2026.
Com informações do MIX





