O Banco Central começa a liberar nesta segunda-feira (14) o acesso à consulta ao valor e aos pedidos de transferência do dinheiro esquecido nos bancos a mais um grupo de pessoas e empresas.

Desta vez, a informação estará disponível para quem nasceu entre 1968 e 1983. Até então, o sistema do BC, chamado Valores a Receber, só informava se a pessoa teria ou não algo a ser retirado, mas não a quantia.

Agora, o interessado em pedir a transferência deve entrar no site https://valoresareceber.bcb.gov.br/ e solicitar o resgate na data informada pelo sistema na consulta anterior. Caso você tenha valor a receber e esqueceu esta data, é possível entrar no sistema no dia da repescagem, marcado para o próximo sábado (19).

Mas, atenção: não é possível sacar o valor diretamente nos caixas dos bancos. A orientação é que seja feita uma transferência (leia mais abaixo).

A estimativa é que R$ 8 bilhões serão devolvidos para a população e empresas, sendo R$ 4 bilhões somente nesta primeira fase, que termina ao fim do mês. A próxima fase está prevista para maio.

Para acessar o site do Valores a Receber, é preciso ter cadastro no sistema do governo federal Gov.Br.

Depois, basta seguir o passo a passo. Confira abaixo:

Prazos para retirar dinheiro esquecido nos bancos

A partir desta segunda-feira, o BC vai liberar o saldo e o agendamento para aqueles nascidos entre 1968 e 1983 ou para empresas criadas neste período. O prazo para este grupo se encerra na sexta (18), com repescagem no sábado (19).

Na próxima semana, em 21 de março, será a vez dos nascidos após 1983, ou empresas criadas neste período. A repescagem será no sábado seguinte (26).

Em todos os casos, será preciso ter uma conta nível prata ou ouro do Portal Gov.br.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa.

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro:

Passo 1

Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Caso tenha esquecido que dia era esse, é possível voltar ao sistema na repescagem.

Passo 2

Faça login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro).

Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br.

O BC aconselha o correntista a não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate.

Passo 3

Leia e aceite o termo de responsabilidade.

Passo 4

Verifique o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso.

Passo 5

Clique na opção indicada pelo sistema:

  • “Solicitar por aqui”: para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais, e guardar o número de protocolo caso precise entrar em contato com a instituição.
  • “Solicitar via instituição”: voltado para usuários que não têm Pix. Neste caso, será preciso entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada.

Importante: Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela.

O BC pede que o cidadão fique atento para não cair em golpes: nunca clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram, nem faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores. Nem o BC, nem os bancos vão te pedir para fornecer dados pessoais, muito menos senhas, para liberar o dinheiro.

Próximas fases

Caso seu saldo esteja zerado, é possível que na próxima fase de liberação de recursos apareçam valores a receber na sua conta. Essa etapa está prevista para maio.

Atualmente a plataforma agrega cinco dados diferentes:

  • Contas corrente ou poupança encerradas com saldo disponível;
  • Tarifas cobradas indevidamente, desde que previstas em Termos de Compromisso assinados pelo banco com o BC;
  • Parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que previstas em Termos de Compromisso assinados pelo banco com o BC;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;

Nas próximas fases devem ser reunidas mais sete informações:

  • Tarifas cobradas indevidamente, não previstas em Termos de Compromisso assinados pelo banco com o BC
  • Parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, não previstas em Termos de Compromisso assinados pelo banco com o BC
  • Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível
  • Contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários para registro de operações de clientes encerradas com saldo disponível
  • Entidades em liquidação extrajudicial
  • FGC (Fundo Garantidor de Créditos)
  • FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito)

*Com informações da Agência Brasil