Um impasse entre a Prefeitura de Ipirá e professores da rede municipal segue colocando em dúvida o início das aulas do município, marcado para o dia 10 de fevereiro. Entre as reivindicação, os professores cobram o reajuste do Piso Salarial Nacional e do salário mínimo 2019, liberação de mais licença prêmio, regularidade na oferta do transporte escolar e alimentação de qualidade.

Em nota, a APLB Sindicato, que representa a categoria, ressalta que pelo terceiro ano consecutivo, os trabalhadores em educação do município precisam realizar paralisações e greve para terem seus direitos garantido.

Por fim, a nota diz que, caso o Governo Municipal não atenda as reivindicações, a categoria não iniciará o ano letivo de 2020.

Veja integra da nota

A APLB Sindicato Delegacia Sertânia realizou na quarta-feira, 23/12, a última assembleia do ano de 2019 e aprovou a proposta de calendário letivo de2020 encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação, com jornada pedagógica nos dias 6 e 7 e início das aulas dia 10 de fevereiro.

Tratamos sobre a pauta as reivindicações da categoria que não foram atendidas pela Gestão Municipal, e o Precatório do FUNDEF. Ressaltamos que é o terceiro ano consecutivo em que os Trabalhadores em Educação precisam realizar paralisações e greve para ter garantido seus direitos. No entanto após negociação de reajuste do Piso Salarial Nacional e do salário mínimo 2019, de forma escalonada, o Prefeito Marcelo Brandão encaminhou a Câmara Municipal projeto de Lei que não garanta a integralidade do reajuste, contemplando apenas 50% ao qual a categoria tem direito.

Em reunião com o Prefeito realizada no dia 20 de novembro, ele se comprometeu a encaminhar proposta para pagamento dos 50% restante até no dia 05 de dezembro, mas infelizmente a APLB não recebeu nenhuma proposta. Fomos informados pelo Secretário de Finanças após contato por telefone, que só poderia elaborar uma proposta após o fechamento da folha de dezembro e que até a segunda quinzena de janeiro apresentaria uma proposta para resolver as pendências.

Ressaltamos que ao longo do ano as mudanças de nível foram engavetadas, causando ainda mais prejuízo à categoria. Outro ponto de reivindicação é o quantitativo de liberação de licença prêmio, além de condições dignas de trabalho, regularidade na oferta do transporte escolar e alimentação escolar de qualidade.

Sobre o Precatório do FUNDEF foi esclarecido que as reuniões com a Comissão de elaboração do plano de aplicação estão acontecendo, mas que precisamos ficar vigilantes, e que a APLB convocará uma assembleia especifica para tratar do Precatório, com Dr Joel Câmara.

Ante o exposto os Trabalhadores Em Educação deliberaram que caso o Governo Municipal não atenda as nossas reivindicações, a categoria não iniciará o ano letivo de 2020. Em tempo informamos que faremos uma assembleia ainda no mês de janeiro com data a ser divulgada posteriormente.

SÓ CONQUISTA QUEM LUTA !
Viva a APLB Sindicato!

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