A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou, nesta quarta-feira (8), que não se sente representada por parlamentares que contestam sua atuação e declarou “dar graças a Deus” por também não representá-las. A fala ocorreu durante debate sobre sua permanência na presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
Segundo a parlamentar, críticas feitas por outras deputadas foram respondidas diretamente em plenário. “Algumas deputadas usaram o microfone para dizer ‘Deputada Erika, Vossa Excelência não me representa’, e eu digo graças a Deus. Graças a Deus que eu não as represento”, afirmou.
Erika Hilton também destacou sua trajetória até ocupar o cargo e reforçou sua identidade de gênero. “A minha trajetória enquanto mulher, e doa a quem doer, o meu gênero e a minha identidade não depende da licença ou da autorização de quem quer que seja”, declarou.
Durante o discurso, a deputada ainda criticou posicionamentos contrários à sua atuação, classificando-os como ultrapassados. “Se estão atrasados, se estão presos na Era Medieval, que se atentem aos novos tempos, onde as pessoas podem ser o que são”, disse.
Ao final, Hilton enfatizou sua visão sobre o tema. “Ser mulher é um ato político, é um ato social, é um ato cultural, é uma série de gamas”, concluiu.
A discussão ocorre em meio a divergências dentro da Câmara sobre a condução da Comissão da Mulher e o papel de sua presidência.
Com informações do Bnews





