O término do prazo da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorreu sem uma definição da Justiça sobre a manutenção da medida ou o retorno dele ao sistema prisional. A situação acontece em um momento de crise interna entre integrantes da família Bolsonaro e de divergências no campo político da direita.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de questões médicas. Durante o período, ele permaneceu impedido de receber visitas fora do grupo autorizado, formado por familiares, advogados e profissionais de saúde.
Nos últimos dias, vieram a público desentendimentos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Michelle afirmou ter sido desrespeitada durante discussões relacionadas às articulações políticas do Partido Liberal (PL), enquanto Flávio negou as acusações e declarou que a divergência ocorreu em meio ao momento vivido pela família.
O episódio ocorre em um contexto de reorganização da direita para as eleições de 2026. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também reconheceu a existência de dificuldades internas e afirmou que os problemas envolvendo a família Bolsonaro precisam ser solucionados durante a preparação da campanha eleitoral.
Até o momento, não há decisão judicial sobre a continuidade da prisão domiciliar ou o retorno de Jair Bolsonaro ao regime anterior.
Com informações do DCM






