O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou publicamente a deputada estadual de Santa Catarina Ana Campagnolo (PL) por um vídeo de apoio à candidatura de seu irmão, Carlos Bolsonaro, ao Senado pelo estado. Em comentário publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que, caso a parlamentar não grave o material, poderá pedir que ela deixe de utilizar imagens dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha.
Campagnolo havia publicado um vídeo ao lado de Flávio no sábado (8). Segundo a deputada, a gravação foi feita em maio e fazia parte do acervo do PL destinado à divulgação de ações do partido e de suas principais lideranças. A publicação motivou a cobrança do senador no domingo (9).
Na mensagem, Flávio afirmou que o vídeo havia sido gravado como parte de um esforço pela unidade do grupo político e pediu que Campagnolo também produzisse uma gravação em apoio a Carlos Bolsonaro. O senador citou ainda a candidatura da deputada federal Caroline de Toni ao Senado.
Flávio declarou que precisava do apoio a Carlos e Caroline de Toni no Senado a partir de 2027. Em seguida, afirmou que entenderia caso Campagnolo não pudesse gravar o vídeo, mas pediu que ela também compreendesse sua decisão de não autorizar mais o uso de sua imagem e da imagem de Jair Bolsonaro em materiais da campanha.
Deputada responde
Ana Campagnolo respondeu ao comentário e explicou que publicou o vídeo somente depois de receber o material. A deputada afirmou ainda que continua à disposição do partido para participar de gravações e outras ações eleitorais.
Sobre a candidatura de Carlos Bolsonaro, Campagnolo disse que seguirá trabalhando para cumprir os objetivos definidos pelo PL em Santa Catarina. Ela também afirmou que não havia recebido, até aquele momento, uma solicitação específica para gravar um vídeo em apoio ao vereador do Rio de Janeiro.
A cobrança ocorre em meio a uma disputa interna no PL de Santa Catarina. Carlos Bolsonaro decidiu concorrer ao Senado pelo estado, enquanto Caroline de Toni também disputa uma das vagas disponíveis.
Segundo pessoas próximas a Campagnolo ouvidas pela reportagem, Carlos Bolsonaro e integrantes de sua equipe ainda não teriam procurado a deputada para uma ação conjunta. Nos bastidores do partido, há a avaliação de que a aproximação deveria partir do próprio candidato, por ter escolhido Santa Catarina como seu estado eleitoral.
O episódio expõe uma nova divergência dentro do PL catarinense durante a preparação para as eleições de 2026 e coloca em evidência a disputa por apoio entre os candidatos ao Senado no estado.
Com informações do DCM





