Fabrício Queiroz voltou ao centro do debate político após sua trajetória ser novamente associada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Ex-assessor do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Queiroz foi apontado como personagem central da investigação sobre o suposto esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio.
O caso começou a ganhar repercussão em 2018, após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo Queiroz. Entre os registros estava uma série de depósitos e transferências realizadas pelo então assessor.
Queiroz trabalhou durante anos no gabinete de Flávio na Alerj. Segundo as investigações, ele seria responsável pela organização de parte das atividades administrativas e financeiras relacionadas aos funcionários do gabinete.
A suspeita investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro era de que servidores fossem obrigados a devolver parte de seus salários, em um mecanismo conhecido como “rachadinha”. O dinheiro, segundo a acusação, seria posteriormente utilizado para outros fins.
Flávio Bolsonaro sempre negou ter participado de qualquer esquema ilegal e afirmou que não tinha conhecimento de irregularidades praticadas por seus funcionários. O senador também classificou as acusações como parte de uma perseguição política contra sua família.
Queiroz, por sua vez, apresentou diferentes explicações ao longo do caso para justificar as movimentações financeiras. Em determinado momento, afirmou que realizava compra e venda de carros e que os depósitos identificados pelas autoridades estavam relacionados a essas atividades.
A investigação passou por diferentes instâncias do Judiciário e sofreu mudanças após decisões que questionaram procedimentos adotados pelo Ministério Público. Elementos utilizados na apuração foram anulados em decisões judiciais, afetando o andamento do processo.
Em 2022, a Justiça do Rio de Janeiro rejeitou a denúncia apresentada contra Flávio Bolsonaro e outros investigados no caso. A decisão ocorreu depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular provas utilizadas pelo Ministério Público na investigação.
Queiroz permaneceu associado ao grupo político ligado à família Bolsonaro mesmo após o encerramento das principais etapas judiciais do caso. Sua relação com Flávio continua sendo lembrada sempre que o episódio das “rachadinhas” volta ao debate público.
O caso se tornou um dos principais episódios envolvendo a família Bolsonaro e marcou a trajetória política de Flávio desde seu período como deputado estadual. A investigação também levou a debates sobre o funcionamento dos gabinetes parlamentares e sobre a fiscalização das movimentações financeiras de servidores públicos.
Com informações da Revista Fórum





