O lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, realizado no domingo (16) em Copacabana, no Rio de Janeiro, provocou críticas internas entre aliados do senador. O evento reuniu cerca de 9 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, e levou integrantes do partido a questionarem o formato escolhido para a mobilização.
De acordo com o Diário do Centro do Mundo, aliados avaliaram que o tamanho da área reservada na orla contribuiu para deixar espaços vazios visíveis, transmitindo uma impressão de baixa concentração de público. A comparação com manifestações anteriores de Jair Bolsonaro na Avenida Atlântica também entrou na avaliação interna do PL.
Em 7 de setembro de 2022, durante a campanha pela reeleição, Jair Bolsonaro reuniu aproximadamente 64 mil pessoas no local. Em outro ato realizado dois anos depois, em defesa da anistia, cerca de 32 mil apoiadores participaram da manifestação.
Aliados de Flávio, por outro lado, destacaram a audiência da transmissão pela internet. Segundo a reportagem, cerca de 35 mil pessoas acompanharam simultaneamente o evento pelas plataformas digitais.
Dirigentes do PL afirmaram que já esperavam um público menor em relação aos atos protagonizados por Jair Bolsonaro, mas consideraram que a organização poderia ter escolhido uma área menor da praia ou outro endereço. A avaliação é de que uma concentração maior de pessoas poderia produzir um impacto visual diferente.
Ausência de aliados
A ausência de algumas das principais figuras de mobilização do bolsonarismo também foi apontada como um dos fatores que influenciaram a participação. Jair Bolsonaro não esteve presente porque cumpre prisão domiciliar.
Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, participou de um ato em Ceilândia no mesmo dia. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também não compareceu ao lançamento da candidatura de Flávio.
O pastor Silas Malafaia havia informado que não participaria por considerar o evento uma atividade eleitoral de Flávio. Posteriormente, enviou um áudio manifestando “apoio irrestrito” ao candidato.
Outro ponto levantado por aliados foi o prazo de divulgação. A campanha anunciou o ato na quinta-feira (13), apenas três dias antes da realização. Para integrantes do grupo político, eventos de maior porte precisam de mais tempo de mobilização, principalmente quando dependem da presença de apoiadores de outras regiões.
Diante da avaliação sobre o lançamento em Copacabana, aliados discutem mudanças na organização dos próximos eventos de campanha, incluindo a escolha de locais mais adequados ao tamanho esperado do público e à capacidade de mobilização de Flávio e de seus apoiadores em cada região.
Com informações do DCM





