O advogado Frederick Wassef e o ex-assessor Fabrício Queiroz continuam ligados à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar de ambos terem sido relacionados às investigações sobre o suposto esquema de “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Wassef esteve no palco da convenção que oficializou a candidatura de Flávio à Presidência, realizada em São Paulo em 25 de julho. O advogado acompanhou o evento e esteve presente durante o discurso do presidente argentino Javier Milei, convidado de honra da cerimônia.
Queiroz, por sua vez, publicou no domingo (16) uma fotografia em que aparece abraçado com Flávio durante uma atividade em Copacabana. A assessoria do senador afirmou posteriormente que a imagem não havia sido registrada naquele evento e que os dois já haviam feito o registro anteriormente, no mesmo local.
Segundo o DCM, Queiroz pretende continuar participando da campanha e teria planos de comparecer a um ato marcado para o Maracanãzinho. Em 2024, quando disputou uma vaga de vereador em Saquarema (RJ), ele recebeu um vídeo de apoio de Flávio Bolsonaro.
Investigação sobre o antigo gabinete
Fabrício Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj entre 2007 e 2018. Durante as investigações, o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou o ex-assessor como operador financeiro de um suposto esquema de recolhimento de parte dos salários de funcionários do gabinete.
Queiroz chegou a ser preso em junho de 2020, na casa de Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Na época, os investigadores apontaram que o advogado teria ajudado a esconder e proteger o ex-assessor. Posteriormente, provas do caso foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, e as investigações foram encerradas em 2021.
O Ministério Público havia sustentado que Flávio Bolsonaro seria o líder do suposto esquema e que recursos provenientes das “rachadinhas” teriam sido posteriormente lavados por meio de operações imobiliárias e de uma loja de chocolates ligada ao senador. As acusações, contudo, não resultaram em uma ação penal após as decisões judiciais que invalidaram provas da investigação.
Wassef mantém relação próxima com a família Bolsonaro desde 2014 e atuou como advogado do grupo durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2025, ele também intermediou a participação de Flávio, por videochamada, na inauguração da sede do PL em Atibaia. Questionado sobre sua presença na convenção de julho, Wassef afirmou que estava no evento na condição de presidente do partido na cidade e que sua relação com Flávio não havia mudado.
A presença de Wassef e a permanência de Queiroz no entorno político de Flávio recolocam personagens associados ao antigo caso das “rachadinhas” no cenário da campanha presidencial. O senador, que busca consolidar sua candidatura para 2026, mantém ao seu lado aliados que estiveram no centro de uma das principais investigações envolvendo sua atuação política antes da chegada ao Senado.
Com informações do DCM





