O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (20) que se sente isolado na disputa pelo Palácio do Planalto e criticou os ataques que vem recebendo de outros nomes do campo da direita e da centro-direita.
Durante uma transmissão ao vivo, Flávio cobrou dos adversários uma postura mais direcionada ao enfrentamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem citar nomes, o senador afirmou que já apoiou candidaturas de políticos que hoje fazem críticas a ele e disse considerar que a eleição deveria estar acima de projetos individuais de poder.
“Eu tô sozinho”, afirmou Flávio ao comentar o cenário da disputa presidencial.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das divergências entre o candidato do PL e outros nomes que também disputam espaço entre o eleitorado conservador, como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Na semana passada, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Caiado, afirmou que Flávio não teria condições de vencer a eleição. Em resposta, o senador cobrou dos integrantes da direita uma atuação mais firme contra o PT.
Caiado reagiu às declarações e classificou a resposta de Flávio como um sinal de “desespero”. O governador de Goiás tem apresentado sua candidatura como uma alternativa ao governo Lula e também ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Renan Santos, do Missão, também passou a fazer críticas mais contundentes a Flávio e à família Bolsonaro. A relação entre os grupos ficou ainda mais tensa após o nome do senador aparecer indevidamente como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral. A inconsistência chegou a dificultar temporariamente o registro da candidatura de Flávio pelo PL. Posteriormente, o vínculo partidário foi corrigido, e o episódio passou a ser investigado.
Romeu Zema também teve atritos com Flávio durante a pré-campanha, embora as críticas públicas entre os dois tenham diminuído nas últimas semanas.
O ambiente de disputa dentro da direita também influencia a estratégia da campanha de Flávio para os debates eleitorais. O PL avalia com cautela a participação do senador em encontros que não contem com a presença de Lula, diante da possibilidade de que ele se torne o principal alvo dos demais candidatos.
A estratégia anunciada por Flávio tem sido priorizar debates nos quais o presidente esteja presente. O senador busca, dessa forma, concentrar o confronto eleitoral no atual chefe do Executivo e evitar que os encontros sejam dominados por ataques entre candidatos do campo oposicionista.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo





