POLÍTICA

Roubo das aposentadorias: as conexões de Flávio Bolsonaro com o caso do INSS apontadas à PF

Uma representação protocolada na Polícia Federal pede a abertura de uma investigação para apurar possíveis conexões do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com pessoas citadas nas investigações sobre o esquema de descontos fraudulentos que atingiu aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento aponta relações envolvendo o parlamentar, seu escritório de advocacia e nomes ligados ao caso.

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Entre os pontos apresentados está a relação de uma integrante da estrutura do escritório de advocacia de Flávio com um homem citado nas apurações sobre o chamado “Careca do INSS”. O tema já havia sido levantado durante os trabalhos da CPMI que investigou as fraudes nos benefícios previdenciários.

Em reunião da comissão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) mencionou a administradora do escritório de Flávio, Letícia Caetano dos Reis. Segundo o parlamentar, ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As declarações constam dos registros oficiais do Senado.

A representação também ocorre em meio às investigações que passaram a relacionar o esquema de fraudes no INSS ao Banco Master e a outros personagens do mercado financeiro e da política. A CPMI chegou a investigar possíveis conexões entre o banco e operações envolvendo empréstimos consignados destinados a aposentados.

O nome de Flávio Bolsonaro já havia aparecido no contexto das investigações. Um relatório alternativo apresentado durante a CPMI pediu o indiciamento do senador por organização criminosa. O documento, porém, foi produzido no âmbito da comissão e não equivale a uma condenação ou decisão judicial definitiva.

As suspeitas envolvendo Flávio também se cruzam com outro núcleo de investigação: o caso do Banco Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal identificou o contato do senador na agenda telefônica de Vorcaro durante as apurações sobre as fraudes. Posteriormente, mensagens revelaram que os dois mantinham contato, embora Flávio anteriormente tivesse negado conhecer o banqueiro.

As novas informações levadas à PF não significam, por si só, que Flávio Bolsonaro tenha cometido crime. O objetivo da representação é solicitar que as autoridades apurem as relações citadas e verifiquem se houve alguma conexão entre o senador, pessoas de seu entorno profissional e o esquema investigado.

O caso ocorre em um momento em que as investigações sobre as fraudes contra aposentados avançam sobre diferentes núcleos políticos, empresariais e financeiros. A Polícia Federal deverá avaliar os elementos apresentados para decidir sobre eventuais diligências e a abertura de novas frentes de investigação.

Com informações da Revista Fórum

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