POLÍTICA

Discussão entre candidatas bolsonaristas acaba em agressão e BO

Uma discussão entre as candidatas do PL no Distrito Federal Mariana Naime e Luiza Cunha terminou em acusações de agressão e registros de boletins de ocorrência. O episódio aconteceu no último sábado (22), durante um encontro de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal.

Banner ChatGPT

O local reunia apoiadores e familiares de pessoas presas ou condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, os presentes aguardavam a saída de Manoel Messias, um dos condenados pelos ataques, após cerca de três anos e meio no Complexo da Papuda.

Mariana Naime, candidata a deputada federal pelo PL, é esposa do coronel da Polícia Militar Jorge Eduardo Naime, condenado a 16 anos de prisão por sua atuação relacionada aos atos de 8 de janeiro. Ela estava no local acompanhada de um segurança e vestia uma camisa de campanha, apresentando-se como “candidata do Nikolas”.

A presença de Mariana provocou incômodo entre alguns apoiadores. Segundo relatos publicados sobre o episódio, Luiza Cunha e Edjane chegaram posteriormente ao local. Edjane teria comentado que estava surpresa e contente com a presença de Mariana, afirmando que nunca havia visto a candidata naquele ponto de apoio aos familiares de presos.

Mariana interpretou a declaração como uma provocação e iniciou-se um bate-boca. Um vídeo de aproximadamente cinco minutos registra parte da discussão, durante a qual algumas pessoas afirmam que aquele espaço não deveria ser utilizado como “palanque político”.

Acusações de agressão

Durante a discussão, Edjane fez uma declaração sobre o marido de Mariana. Um trecho da fala posteriormente circulou nas redes sociais e foi interpretado como um desejo de morte contra o coronel Jorge Naime.

Edjane também registrou boletim de ocorrência por difamação. Segundo ela, o vídeo que passou a circular nas redes sociais retirou a declaração do contexto em que ocorreu a discussão.

Luiza Cunha, por sua vez, afirmou à Polícia Civil que Mariana teria avançado contra Edjane e, posteriormente, segurado seus braços. Luiza disse ter sido agarrada e arranhada e relatou ter ficado com marcas roxas nos braços.

Após o episódio, ela passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). Uma testemunha também teria confirmado que Luiza apresentava arranhões nos braços, embora tenha avaliado que não teria havido intenção de agressão por parte das envolvidas.

Luiza afirmou ainda que passou a receber ameaças depois da repercussão do episódio. “Não é concorrência política. Pensei em fazer dobradinha, mas ela não deu retorno. Nunca chegou a conversar”, declarou em seu depoimento.

Mariana também procurou a polícia

Mariana Naime também registrou um boletim de ocorrência e afirmou que pretende esclarecer as circunstâncias da discussão. Segundo a candidata, ela tentou se afastar quando o conflito aumentou e existem vídeos e testemunhas capazes de ajudar na apuração.

As duas candidatas integram o PL e possuem trajetórias políticas ligadas ao movimento bolsonarista e à defesa de familiares e pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro.

Mariana recebeu apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Luiza Cunha é filha de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu na Papuda enquanto aguardava julgamento relacionado aos atos de 8 de janeiro.

A disputa eleitoral entre as duas ocorre dentro de um campo político que tem utilizado a defesa dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como uma das principais bandeiras. As circunstâncias da briga e das supostas agressões deverão ser analisadas pelas autoridades a partir dos boletins de ocorrência, vídeos e depoimentos das pessoas envolvidas.

Com informações do DCM

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo