O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu neste domingo (30) o endurecimento da legislação penal brasileira e o aumento do número de pessoas presas no país. A declaração ocorreu após uma reunião com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, em um hotel no Centro de São Paulo.
O encontro contou ainda com a participação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio, e do senador Sérgio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná.
Ao comentar as políticas de segurança adotadas pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador, Flávio Bolsonaro elogiou as medidas implementadas no país e afirmou que o governo salvadorenho teria promovido “um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania”, além de devolver a segurança pública à população.
Na avaliação do candidato, o Brasil deveria adotar medidas mais rígidas na área de segurança. Flávio defendeu a ampliação do sistema penitenciário e afirmou que o país possui uma quantidade insuficiente de presos.
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa”, declarou.
Flávio afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas no sistema prisional caso seja eleito. Ele também defendeu o estabelecimento de pena mínima de oito anos para crimes como furto de celulares e delitos cometidos contra comerciantes.
Segundo o candidato, a reunião com o ministro salvadorenho serviu para buscar referências para a elaboração de seu plano de segurança pública. A política adotada por Bukele, que ampliou significativamente o encarceramento em El Salvador, é apresentada por Flávio como um modelo para mudanças na legislação brasileira.
O candidato também afirmou que a implementação de suas propostas dependeria da formação de uma ampla base política no Congresso Nacional. Flávio defendeu que o PL e partidos aliados ampliem suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado para aprovar alterações na legislação penal.
A estratégia anunciada pelo candidato prevê, portanto, mudanças nas leis, expansão da estrutura penitenciária e aumento das penas como instrumentos centrais de sua proposta para a segurança pública.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo





