O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, criticou o fim da escala de trabalho 6×1 e voltou a defender a adoção de medidas inspiradas no governo de Nayib Bukele, presidente de El Salvador. As declarações ocorreram em meio à intensificação da campanha eleitoral e à apresentação de propostas para diferentes áreas do governo.
Flávio tem se posicionado contra mudanças que reduzam a jornada de trabalho sem uma contrapartida considerada adequada para a economia. A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso e é alvo de propostas no Congresso Nacional que buscam ampliar o período de folga dos trabalhadores.
Na avaliação do candidato, alterações desse tipo podem produzir impactos sobre empresas e sobre o mercado de trabalho. Flávio também tem defendido uma agenda econômica voltada à redução de custos e à ampliação da atividade empresarial.
As declarações ocorreram após o candidato ampliar os contatos com integrantes do governo de El Salvador. No domingo (30), Flávio se reuniu em São Paulo com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública salvadorenho. Durante o encontro, elogiou as políticas implementadas por Bukele, especialmente na área de segurança pública.
O governo de El Salvador passou a ser citado por Flávio como referência para seu programa de segurança. O candidato defende o endurecimento da legislação penal brasileira, a construção de novas vagas no sistema prisional e o aumento das penas para determinados crimes.
A aproximação com o modelo salvadorenho ocorre enquanto Flávio procura apresentar uma plataforma de campanha baseada no endurecimento das políticas de segurança e em mudanças na legislação. O candidato também tem buscado ampliar o apoio de partidos aliados no Congresso para viabilizar suas propostas caso seja eleito.
A discussão sobre a escala 6×1, por outro lado, permanece no centro do debate nacional sobre relações de trabalho. Defensores da redução da jornada argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto setores empresariais apontam possíveis impactos sobre custos, produtividade e contratação.
Com informações da Revista Fórum





