A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para acessar integralmente informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relacionadas a pessoas e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo apuração da jornalista Daniela Lima, divulgada pelo UOL, o pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, mas não recebeu despacho até o período informado pela reportagem.
O material reúne informações sobre 823 relacionados, sendo 303 pessoas físicas e 520 empresas. Parte dos dados, no entanto, permaneceu sob restrição por envolver pessoas com foro por prerrogativa de função. Diante disso, a PF recorreu ao STF para obter autorização para acessar o conteúdo completo.
De acordo com a apuração, os investigadores também pediram que Mendonça requisitasse ao Coaf as informações que ainda estavam indisponíveis. Até 14 de setembro, quando o documento mencionado se tornou público, não havia registro de uma nova comunicação ao órgão financeiro para liberar o restante dos dados.
Documento divulgado tinha apenas 13 páginas
O caso ganhou destaque depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou o levantamento do sigilo de um dos documentos relacionados à investigação. Quando o arquivo foi disponibilizado, porém, ele continha apenas 13 páginas, apesar de o relatório citado reunir informações sobre centenas de pessoas e empresas.
Quatro páginas do material divulgado tratavam de movimentações relacionadas à Igreja Batista da Lagoinha. Segundo a reportagem, o conteúdo disponibilizado representava apenas uma parcela das informações produzidas pelo Coaf e não correspondia ao universo completo dos 823 relacionados.
A ausência de despacho de Mendonça, conforme a apuração, não esclarece por si só o motivo pelo qual o pedido da PF não foi decidido. O acesso integral aos dados depende de autorização judicial, especialmente nos casos que envolvem pessoas protegidas por foro.
O episódio ocorre no contexto da investigação sobre o Banco Master e as relações de Daniel Vorcaro com autoridades e integrantes dos Três Poderes. A PF vem analisando materiais apreendidos do banqueiro, incluindo dados financeiros, mensagens e contatos com figuras públicas.
Com informações do DCM





