A Polícia Federal investiga o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), por suspeitas relacionadas à movimentação bilionária em plataformas de apostas. Segundo documentos analisados na investigação, Tomaz teria movimentado valores de grande dimensão em jogos de cassino online, enquanto a origem dos recursos passou a ser alvo de apuração.
A investigação envolve a plataforma Blaze. Documentos apresentados em um processo judicial mostram que Tomaz movimentou bilhões de reais em apostas e realizou mais de 2 mil depósitos, que somaram cerca de R$ 325 milhões. Ele também teria recebido aproximadamente R$ 42,2 milhões em bônus da plataforma.
Segundo a apuração, a PF busca esclarecer se as apostas poderiam ter sido utilizadas como mecanismo para movimentar ou ocultar recursos de origem ilícita. A suspeita ainda está sendo investigada e não significa que tenha sido comprovada a ocorrência de lavagem de dinheiro.
O caso ganhou destaque depois que Tomaz entrou na Justiça para tentar recuperar parte dos valores que afirma ter perdido na Blaze. Em uma das ações, a defesa sustenta que ele sofre de ludopatia e que a plataforma teria permitido a continuidade das apostas mesmo após pedidos para bloquear sua conta. A empresa contesta as alegações.
A relação de Tomaz com Flávio Bolsonaro também aparece no contexto da investigação. Os dois possuem vínculos pessoais e negócios já mencionados em reportagens, incluindo o uso compartilhado de aeronaves e relações envolvendo imóveis. A ligação, por si só, não comprova participação do senador nas suspeitas investigadas contra o advogado.
Além da apuração sobre as apostas, Willer Tomaz já esteve no radar de investigações envolvendo supostos desvios no INSS. Ele foi alvo de medidas da Polícia Federal no âmbito da operação que apura fraudes relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
O caso envolvendo as bets permanece sob investigação, enquanto a Justiça analisa a disputa entre Tomaz e a Blaze sobre os valores movimentados e as perdas alegadas pelo advogado.
Com informações da Revista Fórum





