POLÍTICA

Flávio Bolsonaro contrata com fundo eleitoral empresa que acumula R$ 3,4 milhões em Dívida Ativa

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República recebeu cerca de R$ 47 milhões em recursos do fundo eleitoral e contratou por R$ 194 mil uma empresa que aparece em registros de devedores da União, segundo reportagem da Revista Fórum publicada nesta quinta-feira (1º).

De acordo com a publicação, a empresa contratada acumula aproximadamente R$ 3,4 milhões em Dívida Ativa da União. O levantamento foi feito a partir de dados públicos relacionados à campanha eleitoral e aos registros fiscais.

O contrato de R$ 194 mil integra as despesas declaradas pela campanha de Flávio Bolsonaro durante a corrida presidencial. Os recursos utilizados têm origem principalmente no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), verba pública distribuída aos partidos em anos eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que, nas eleições de 2026, o Fundo Eleitoral soma aproximadamente R$ 4,9 bilhões, distribuídos entre 30 legendas. O PL recebeu a maior parcela, de cerca de R$ 881,6 milhões.

A utilização dos recursos do fundo para contratação de empresas faz parte das despesas permitidas para campanhas eleitorais, desde que observadas as regras estabelecidas pela legislação e pela Justiça Eleitoral. Entre os gastos autorizados estão serviços de publicidade, produção de materiais, contratação de pessoal, transporte e outras atividades relacionadas à campanha.

O caso ocorre em um momento de forte concentração de recursos do PL na candidatura presidencial. Em agosto, dados do TSE mostravam que Flávio Bolsonaro já havia recebido R$ 42 milhões do fundo eleitoral do partido, enquanto a campanha de Lula (PT) havia recebido R$ 35,2 milhões.

Posteriormente, os valores declarados pelas duas campanhas aumentaram. Em setembro, levantamento da Folha de S.Paulo apontou que Flávio acumulava R$ 48,4 milhões em receitas, enquanto Lula registrava R$ 41,1 milhões. A maior parte dos recursos de ambos vinha dos respectivos partidos, por meio dos fundos eleitorais.

As despesas e receitas das campanhas são encaminhadas à Justiça Eleitoral e podem ser analisadas durante o processo de prestação de contas. Eventuais irregularidades são avaliadas pelos órgãos competentes, conforme as regras eleitorais.

A reportagem da Revista Fórum chama atenção especificamente para a contratação da empresa que possui débitos registrados na Dívida Ativa da União e para a origem pública de parcela significativa dos recursos utilizados pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Com informações da Revista Fórum

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