POLÍTICA

Foto mostra encontro de Flávio Bolsonaro com ex-presidente do BRB no dia da compra de mansão

Uma fotografia de janeiro de 2021 que veio a público nesta quinta-feira (1º) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sua esposa, Fernanda Bolsonaro, o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o tabelião Allan Guerra dentro da mansão comprada pelo casal no Lago Sul, em Brasília. O registro ocorreu no mesmo dia em que a aquisição do imóvel foi formalizada.

A propriedade, avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, foi adquirida por Flávio e Fernanda em 29 de janeiro de 2021. Do valor total, cerca de R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB, instituição que na época era comandada por Paulo Henrique Costa. A entrada foi de aproximadamente R$ 2,87 milhões.

A presença de Costa na fotografia chamou atenção porque o financiamento foi concedido durante sua gestão à frente do banco. O contrato previa inicialmente 360 parcelas, com taxas de juros que variavam conforme as condições previstas no financiamento. O negócio já havia sido alvo de questionamentos públicos à época.

O financiamento também foi discutido na Justiça após questionamentos sobre a renda apresentada pelo casal para a obtenção do crédito. Em 2025, porém, a Justiça do Distrito Federal considerou que a operação havia ocorrido dentro das normas do banco e julgou improcedente uma ação que questionava o negócio.

Flávio Bolsonaro quitou antecipadamente o financiamento, em 2024, por meio de pagamentos extras que somaram cerca de R$ 3,4 milhões, encerrando uma dívida que originalmente seria paga ao longo de três décadas. O senador afirmou que possuía condições financeiras para realizar os pagamentos.

O nome de Paulo Henrique Costa voltou ao noticiário em 2026 após sua prisão no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. A possível colaboração do ex-presidente do BRB com as autoridades também levou veículos de imprensa a recuperar o histórico do financiamento concedido a Flávio Bolsonaro.

A nova fotografia, portanto, acrescenta um registro visual à relação entre o senador, o imóvel e o então comandante do BRB. A imagem, por si só, não comprova irregularidade no financiamento, que já foi analisado judicialmente.

Com informações do DCM

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