O ex-agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) John Kiriakou afirmou que a agência de inteligência norte-americana estaria “potencialmente intervindo” nas eleições presidenciais brasileiras de 2026 em favor de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi publicada nas redes sociais e repercutida pela imprensa nesta segunda-feira (5).
Kiriakou afirmou inicialmente que havia conversado com Jair Bolsonaro três anos atrás, quando o ex-presidente ainda era candidato. Pouco depois, porém, corrigiu a informação e esclareceu que a conversa havia sido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele também declarou haver “evidências críveis” de envolvimento da CIA, mas não apresentou, até o momento, documentos ou provas públicas que sustentem a acusação.
Segundo o ex-agente, novos detalhes sobre a suposta interferência deverão ser apresentados em seu programa, o Briefing Room. A acusação ocorre em meio à crescente tensão entre os governos de Brasil e Estados Unidos e às discussões sobre a influência norte-americana na eleição brasileira.
A relação entre Flávio Bolsonaro e o governo de Donald Trump já vinha sendo alvo de atenção durante a campanha. Em julho, o senador participou de um encontro com diplomatas em Brasília e defendeu a presença de observadores internacionais nas eleições. Na ocasião, também mencionou informações atribuídas a um relatório da CIA sobre a empresa Smartmatic e eleições na Venezuela. Flávio afirmou que não estava questionando a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Naquele período, o governo brasileiro também recusou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que pretendiam visitar o país para discutir temas relacionados às eleições. Autoridades brasileiras interpretaram a iniciativa como uma possível tentativa de influenciar o processo eleitoral, enquanto o Departamento de Estado classificou a visita como uma agenda de rotina e negou que houvesse intenção de comprometer as eleições.
A possibilidade de interferência estrangeira ganhou novo destaque às vésperas do segundo turno, que será disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro. Apesar das declarações de Kiriakou, não há, até o momento, comprovação pública de que a CIA esteja atuando para favorecer o candidato do PL. A acusação do ex-agente permanece sem evidências apresentadas publicamente.
Com informações da Revista Fórum





