POLÍTICA

Criança com arma, chicotada e machismo: Boulos expõe primeiros atos de Flávio e apoiadores após 1° turno

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) criticou episódios protagonizados por Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores do candidato após o primeiro turno das eleições de 2026. Em uma publicação nas redes sociais, Boulos reuniu vídeos que mostram uma criança segurando uma arma, uma declaração de Flávio à esposa e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) comemorando a eleição com um chicote.

Um dos vídeos compartilhados mostra Flávio Bolsonaro durante uma entrevista coletiva. Em determinado momento, enquanto sua esposa tenta falar com ele, o candidato aparece dizendo para ela “segurar a onda”. A cena foi apresentada por Boulos como um exemplo do comportamento que, segundo ele, poderia marcar a campanha no segundo turno.

Outro vídeo mostra uma criança segurando o que aparenta ser uma arma de fogo em meio a uma multidão durante uma suposta comemoração de eleitores de Flávio após o resultado do primeiro turno. Segundo relatos que circularam nas redes sociais, as imagens teriam sido gravadas em Parnamirim, na Grande Natal. A identificação do objeto e as circunstâncias em que a criança teve acesso a ele são questões que podem ser esclarecidas por eventual investigação.

O terceiro episódio citado na publicação envolve Júlia Zanatta. Reeleita deputada federal por Santa Catarina, ela aparece em imagens comemorando o resultado eleitoral com um chicote nas mãos, durante uma manifestação de apoiadores. O vídeo também foi incorporado por Boulos à publicação.

Ao divulgar os registros, Boulos questionou seus seguidores sobre o tipo de comportamento que desejariam para o país. A publicação ocorreu no início da campanha para o segundo turno, que será disputado entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os episódios passaram a circular nas redes sociais após a definição do segundo turno. As imagens, porém, registram situações distintas e não permitem, isoladamente, estabelecer responsabilidades sobre eventuais irregularidades. No caso da criança, especialmente, ainda seria necessário esclarecer se o objeto era uma arma real e quem permitiu que ela tivesse contato com o equipamento.

Com informações da Revista Fórum

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