O canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), compartilhou conteúdos enganosos sobre a manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Entre as publicações, estavam um vídeo gravado no Chile e imagens antigas de pichações e depredações, apresentados como se fossem registros do ato brasileiro.
Uma das postagens mostrava uma mulher aparentemente aspirando uma substância branca durante uma manifestação. O conteúdo foi divulgado com a legenda “Militantes usando substâncias supostamente ilícitas em manifestação”, sem esclarecer que as imagens não correspondiam ao evento realizado na capital paulista.
Segundo informações publicadas pelo Diário do Centro do Mundo, o canal também compartilhou registros antigos de pichações e danos ao patrimônio, associando-os à mobilização pró-Lula. A publicação alcançou milhares de interações e foi encaminhada diversas vezes pelos usuários.
O canal “Tropa do Flávio” reúne cerca de 1,3 milhão de seguidores, conforme os dados apresentados na reportagem. A divulgação dos conteúdos ocorreu em meio à disputa política entre os grupos ligados a Lula e Flávio Bolsonaro, marcada por acusações de disseminação de notícias falsas nas redes sociais.
A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro e aliados por publicações que, segundo a representação, utilizaram imagens fora de contexto para associar manifestantes ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e ao terrorismo. Em decisão liminar, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou a retirada de um vídeo que associava falsamente uma cena de suposto consumo de drogas ao ato na Paulista.
O caso amplia a disputa judicial envolvendo conteúdos publicados durante a campanha eleitoral de 2026 e coloca novamente em evidência o uso de imagens descontextualizadas na disputa política brasileira.
Com informações do DCM





