POLÍTICA

Após atacar fim da 6×1, Flávio demora quatro horas para entrar na sessão e vota sim

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, levou cerca de quatro horas para registrar presença na sessão do Senado que aprovou o fim da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (14). Enquanto os parlamentares discutiam a proposta em Brasília, ele cumpria compromissos de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Posteriormente, participou remotamente e votou favoravelmente nos dois turnos da votação, segundo o Diário do Centro do Mundo.

A sessão começou por volta das 16h30, mas Flávio só registrou presença às 20h30. O formato semipresencial permitia que os senadores participassem das votações à distância.

O voto favorável ocorreu após o senador criticar publicamente a proposta. No dia 6 de outubro, Flávio classificou como “oportunista” o debate sobre o fim da escala 6×1 e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar o tema com objetivos eleitorais. Na véspera da votação, porém, anunciou que apoiaria a medida, alegando reconhecer a vontade da maioria dos trabalhadores.

A mudança de posicionamento ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, com a redução da jornada de trabalho entre as pautas de destaque do debate eleitoral. Durante seus compromissos em Porto Alegre, Flávio não mencionou o tema em seus discursos, conforme a reportagem.

Apesar do voto favorável, integrantes de sua campanha admitem a possibilidade de promover alterações nas regras caso o senador vença a eleição. Entre as propostas defendidas por aliados está uma alternativa que amplia a negociação entre patrões e empregados, sem garantir a mesma redução da jornada prevista no texto aprovado.

O Senado aprovou a proposta por 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra nas duas etapas.

O texto prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado. Como a versão aprovada não sofreu alterações em relação à que passou pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

Com informações do DCM

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