Levantamentos internos da campanha do Partido Liberal (PL) indicariam uma mudança no cenário da disputa presidencial de 2026, com crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem da Revista Fórum publicada nesta quinta-feira (15), a tendência teria provocado preocupação entre aliados do parlamentar, que passou a reforçar propostas de endurecimento na área da segurança pública, incluindo a redução da maioridade penal para 14 anos.
Os chamados trackings são pesquisas internas realizadas pelas campanhas para acompanhar diariamente as oscilações na intenção de voto e orientar estratégias eleitorais. Diferentemente das pesquisas divulgadas publicamente, esses levantamentos nem sempre têm metodologia e resultados disponíveis para verificação independente.
De acordo com a publicação, os números internos do PL apontariam uma recuperação de Lula na disputa pelo segundo turno. O cenário contrasta com as informações divulgadas anteriormente por integrantes da campanha bolsonarista, que sustentavam uma vantagem de Flávio sobre o atual presidente.
A reportagem relaciona esse cenário à intensificação do discurso de Flávio sobre segurança pública. Entre as propostas defendidas pelo senador está a redução da maioridade penal para 14 anos, uma medida que exigiria mudanças constitucionais e ampliaria a possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes.
A segurança pública tem sido um dos principais temas da campanha eleitoral, com Flávio buscando fortalecer sua imagem junto ao eleitorado conservador. Lula, por sua vez, tenta ampliar o apoio e recuperar terreno na disputa.
Apesar das informações sobre a suposta virada, os trackings não devem ser confundidos com pesquisas eleitorais públicas. Sem a divulgação dos dados completos e da metodologia utilizada, não é possível confirmar de forma independente a dimensão da mudança apontada nos levantamentos internos.
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue marcada pela movimentação das campanhas, pela divulgação de pesquisas e pela tentativa dos candidatos de conquistar eleitores indecisos na reta decisiva da eleição.
Com informações da Revista Fórum





