Sentir muito sono ao longo do dia imediatamente é relacionado à falta de sono ou ao esgotamento físico. A condição, no entanto, precisa ser investigada, pois pode ser resultado desde problemas graves de saúde ou até mesmo a algo mais simples, como pouco consumo de água.

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Desidratação provoca sono excessivo

Se você sente sono excessivo ao longo do dia, procure perceber se não está bebendo pouca quantidade de água. A desidratação do organismo provoca redução no volume de sangue, fazendo com que o coração passe a bombear de forma menos eficiente, roubando energia e, consequentemente, causando cansaço e sonolência.

A quantidade exata de líquido que uma pessoa deve ingerir ao longo do dia pode variar de acordo com a estrutura física e hábitos de cada uma, mas uma maneira simples de saber se está bebendo água suficiente é observar a cor da sua urina.

Se a coloração do seu xixi é clara, quase transparente, você provavelmente está bem hidratado, mas se ele aparece muito escuro, é preciso então aumentar o consumo de água para evitar problemas de saúde.

É válido ressaltar ainda que beber água não é a única maneira de garantir hidratação do corpo. Frutas e vegetais frescos, por exemplo, são fontes naturais de água que, com as proporções certas indicadas por um profissional de saúde, podem até substituir alguns copos diários de água.

Demorar para dormir à noite e ter sono de dia pode ser sinal de doença grave

Fadiga excessiva, falta de concentração, estresse e até mesmo ganho de peso são algumas das consequências mais comuns experimentadas por quem sofre de distúrbios de sono. Mas uma outra doença grave também pode estar associada à dificuldade em dormir à noite: o Alzheimer.

De acordo com um estudo recentemente publicado pelo jornal médico Neurology pode haver uma relação direta entre problemas no sono e marcadores biológicos encontrados no fluido espinhal que levariam ao diagnóstico de Alzheimer.

Distúrbios de sono podem estar relacionados ao Alzheimer

Pesquisas anteriores já mostraram que o sono pode influenciar no desenvolvimento ou na progressão do Alzheimer de várias maneiras. O sono interrompido ou a insônia, por exemplo, podem causar acúmulo de placa amiloide, uma proteína encontrada no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Para o trabalho científico, 101 pessoas com idade média de 63 anos que tinham habilidades normais de pensamento e memória, mas que apresentavam risco de desenvolver Alzheimer, como herança genética e portabilidade de um gene que aumenta o risco da doença, foram recrutadas para terem seus hábitos de sono avaliados. Elas também forneceram amostras de fluidos espinhais que foram testadas para marcadores biológicos de Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que relataram problemas de sono e sonolência diurna apresentaram mais marcadores biológicos para a doença no fluido espinhal do que aquelas que não tinham dificuldade para dormir.

Os resultados permaneceram os mesmos quando os condutores do estudo ajustaram outros fatores, como uso de medicamentos, sintomas de depressão ou índice de massa corporal.

Segundo os cientistas, ainda não está claro se o sono pode afetar o desenvolvimento do Alzheimer ou se a doença afeta a qualidade do sono. Eles ainda disseram que mais pesquisas são necessárias para definir melhor a relação entre o sono e esses biomarcadores.

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