Durante entrevista concedida ao jornalista Paulo Figueiredo nesta terça-feira (6), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto representa, segundo ele, uma “segurança eleitoral” para o campo político que integra. O parlamentar declarou não enxergar risco de derrota em uma eventual disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem classificou como um “produto vencido”.
Ao comentar o cenário eleitoral, Flávio Bolsonaro disse acreditar que sua candidatura garantiria um palanque competitivo e afirmou estar convicto de uma vitória. Na entrevista, o senador utilizou termos pejorativos para se referir ao presidente Lula, comparando-o a produtos deteriorados e afirmando que o atual chefe do Executivo já teria cumprido o papel que poderia desempenhar no país.
Flávio também declarou que Lula teria “enganado muita gente” ao longo de sua trajetória política e afirmou que, na avaliação dele, o eleitorado brasileiro não acreditaria mais nas promessas do presidente. O senador disse ainda que Lula não precisaria mais exercer cargos públicos, mencionando sua condição financeira e defendendo que ele se afastasse da vida política.
Além das críticas eleitorais, Flávio Bolsonaro acusou o presidente de se distanciar das populações de baixa renda, apesar de ser conhecido pelo apelido de “pai dos pobres”. Como exemplo, citou a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer em Belém, no Pará. Segundo o senador, Lula teria se hospedado em um iate de luxo durante o evento e não teria convivido com a realidade social das comunidades do entorno.
De acordo com Flávio, os recursos destinados à realização da COP poderiam ter sido utilizados para promover melhorias estruturais e sociais na região. Ele afirmou que, enquanto o presidente participava de compromissos oficiais e registros fotográficos, a população local continuava enfrentando dificuldades sociais.





