O bailarino, coreógrafo e professor Gilmar Sampaio foi encontrado morto nesta terça-feira (21), no apartamento onde morava, em Salvador. Segundo informações da Associação Afro-brasileira Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare (Afrocam), a morte ocorreu por causas naturais.
Reconhecido como uma das principais referências da dança na Bahia, Gilmar também era sacerdote do candomblé e teve atuação relevante na construção e fortalecimento da instituição religiosa.
Em nota, o Balé Teatro Castro Alves, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, informou que a morte do artista representa uma “lacuna irreparável” para a dança no estado. A instituição destacou a trajetória de Sampaio como marcada pela técnica, pela representatividade e pela integração entre o balé clássico e as danças afro-brasileiras.
Integrante do BTCA por mais de 30 anos, o artista também se destacou na formação de novos bailarinos e participou de diversos espetáculos, nos quais também contribuiu com sua voz.
A diretora artística do Teatro Castro Alves, Rose Lima, afirmou que a perda é profundamente sentida no meio cultural e ressaltou a dedicação do bailarino ao ensino e à formação artística.
A Fundação Gregório de Mattos também lamentou a morte e definiu Gilmar Sampaio como um mestre comprometido com a formação de novas gerações e um dos grandes nomes da dança baiana.
Com informações do Bnews





