O Banco Central do Brasil iniciou o processo gradual de retirada de circulação das cédulas da Primeira Família do Real, emitidas desde 1994. A medida ocorre em meio ao avanço do uso do Pix e ao desgaste natural das notas após décadas de circulação.
O recolhimento inclui cédulas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100, além da nota comemorativa de R$ 10 lançada em referência aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Segundo o Banco Central, as cédulas continuam válidas e podem ser utilizadas normalmente pela população.
A retirada faz parte de um processo contínuo iniciado em julho de 2024, após a publicação de instrução normativa sobre o recolhimento das notas antigas. De acordo com a autoridade monetária, as instituições financeiras são responsáveis por encaminhar as cédulas recolhidas ao Banco Central para substituição.
O BC informou que as notas antigas “deverão ser encaminhadas, por meio de operações de depósito ou de troca para a instituição custodiante, que as encaminhará posteriormente ao Banco Central do Brasil”.
Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, cerca de 3% das cédulas da Primeira Família do Real ainda estavam em circulação no ano passado. O Banco Central ressaltou que não há necessidade de troca imediata por parte da população.
As notas da Primeira Família do Real possuem características diferentes das versões mais recentes. Entre os elementos de segurança estão marca-d’água, imagem latente, impressão em alto-relevo, faixa holográfica e registro coincidente.
A marca-d’água pode ser visualizada ao colocar a cédula contra a luz. A imagem latente aparece ao inclinar a nota em determinado ângulo, enquanto o relevo pode ser identificado pelo toque. Já a faixa holográfica está presente apenas na nota de R$ 20.
O avanço do Pix e das transações digitais reduziu a circulação de dinheiro em espécie no país, mas o Banco Central informou que o papel-moeda continuará em circulação normalmente no Brasil.
Com informações da Revista Forum





