Milhões de brasileiros relataram dificuldades para utilizar o Pix na última quarta-feira (27), após uma série de instabilidades afetar aplicativos de bancos em diferentes regiões do país. As falhas atingiram transferências, pagamentos e recebimento de valores, gerando preocupação entre usuários que dependem do sistema no dia a dia.
De acordo com a plataforma Downdetector, o volume de reclamações começou a aumentar por volta das 11h15. Em pouco mais de uma hora, foram registradas mais de mil notificações relacionadas ao Pix e a aplicativos bancários.
Entre as instituições financeiras mais citadas pelos usuários estavam Nubank, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander Brasil, C6 Bank e Banco Inter.
Os relatos apontaram dificuldade de acesso à área do Pix nos aplicativos, além de falhas na conclusão de transferências. Em alguns casos, usuários afirmaram que operações ficaram pendentes ou não foram finalizadas.
Até o momento da instabilidade, o Banco Central do Brasil não havia divulgado informações oficiais sobre as causas do problema.
O banco Inter informou, em nota, que não registrou falhas internas em seus sistemas, atribuindo parte das dificuldades à indisponibilidade de outras instituições no recebimento de transferências, o que teria impactado a conclusão de algumas operações.
A instabilidade ocorre em um contexto em que o Pix se consolidou como principal meio de pagamento no país. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise, o sistema é utilizado por 76% dos consumidores.
Na sequência dos meios de pagamento mais usados aparecem o cartão de débito, com 42%, o cartão de crédito, com 35%, e o dinheiro em espécie, com 21%.
O levantamento aponta ainda que a rapidez e a praticidade são os principais motivos para o uso do Pix, citados por 71% dos entrevistados. Segurança aparece com 30%, seguida da ampla aceitação no comércio, com 25%.
O estudo também mostra que o Pix é utilizado em 33% das compras em lojas físicas, 46% nas compras online e 50% no pagamento de contas de consumo, como água, luz e telefone.
Com informações do Mix





