O inverno começou oficialmente neste domingo (21) com previsão de temperaturas acima da média histórica em diversas regiões da Bahia. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a atuação do fenômeno El Niño deverá influenciar o clima do estado ao longo da estação, especialmente na segunda metade do período.
De acordo com o órgão, o principal efeito será o reforço das diferenças climáticas entre o litoral e o interior baiano. Enquanto o semiárido deverá enfrentar uma estiagem mais intensa, áreas litorâneas continuarão recebendo umidade trazida pelos ventos oceânicos, mantendo o inverno como uma das épocas mais chuvosas do ano em regiões como Salvador e o Recôncavo Baiano.
O coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, Aldirio Almeida, informou que o fenômeno tende a elevar as temperaturas e aumentar os efeitos da seca no semiárido. Segundo o instituto, o El Niño altera os padrões de circulação atmosférica ao aquecer as águas do Oceano Pacífico, influenciando as condições meteorológicas em diferentes partes do planeta.
Apesar da tendência de temperaturas mais altas durante a estação, o frio ainda deverá ser registrado em algumas regiões do estado nos primeiros meses do inverno. O Inema prevê possibilidade de temperaturas mínimas abaixo de 10°C em áreas da Chapada Diamantina e do sudoeste baiano. No oeste da Bahia, a expectativa é de grande amplitude térmica, com madrugadas frias e tardes mais quentes.
O órgão também aponta a possibilidade de formação de neblina e nevoeiro em regiões serranas e vales, em razão da combinação entre umidade e queda das temperaturas durante a madrugada.
Segundo o Inema, os impactos do inverno variam conforme a região do estado. No semiárido, a estação é marcada pela redução das chuvas e pela baixa umidade do ar. Já no litoral, a influência dos ventos vindos do oceano favorece a ocorrência de precipitações e aumento da nebulosidade.
Além dos efeitos sobre o clima, as condições do inverno também influenciam os ecossistemas baianos. Na Caatinga, predominante no interior do estado, o período corresponde ao auge da estiagem. Em contrapartida, áreas de Mata Atlântica, restingas e manguezais registram maior umidade e intensificação de processos biológicos, como crescimento da vegetação e frutificação.
Com informações do G1 Bahia






