O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC), criticou nesta quarta-feira (8/7) a nova operação da Polícia Federal na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Em publicação no X, o ex-vereador do Rio de Janeiro afirmou que o pai estaria sendo submetido a perseguição e pediu que a situação fosse interrompida.
Na mensagem, Carlos disse que a família já não suporta o que classifica como injustiça e comparou o tratamento dado ao ex-presidente ao de aliados e familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após agentes cumprirem mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o advogado de Bolsonaro, João Henrique Freitas, a diligência tinha como objetivo localizar arm4s, munições, acessórios e documentos ligados a registros de armamentos. A defesa informou que a operação durou cerca de uma hora e que nada foi encontrado no imóvel.
A nova medida foi realizada depois de Moraes manter a prisão domiciliar do ex-presidente e determinar a entrega de todas as armas registradas em nome dele à Polícia Federal. A decisão está relacionada a um episódio ocorrido em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma registrada no nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança.
Em depoimento, o ex-presidente reconheceu que o armamento era seu e afirmou que ele estava em sua casa, no condomínio Solar de Brasília, enquanto cumpria a medida judicial. Diante do caso, Moraes ordenou que todas as arm4s vinculadas ao Certificado de Registro de Colecionador, Atir4dor Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro fossem entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.





